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Redação
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Mototaxistas viram caso de polícia

Mototaxistas viram caso de polícia

A Polícia Militar foi acionada ontem de manhã para evitar confusão em um protesto realizado por mototaxistas contra o presidente da categoria na cidade, Péricles Antonio de Matos. Os manifestantes alegam que o Sindicato dos Mototaxistas de Bauru (SindMoto) não vem representando de forma satisfatória todas empresas que atuam na área.

Os mototaxistas se reuniram no final da avenida Nuno de Assis, na altura das obras do Complexo Viário. Segundo integrantes do movimento, mais de 30 profissionais estavam presentes. Cerca de 15 se dirigiram à empresa de mototaxista do presidente do Sindicato e foram recebidos pela polícia.

Péricles Matos explica que solicitou ajuda policial porque vem recebendo ameaças de morte. "Foi uma forma de me proteger, tanto que os policiais não precisaram fazer nada", argumenta. Os manifestantes queriam que Matos abrisse espaço para o diálogo a fim de que todo o processo de legalização da atividade na cidade fosse discutido.

O impasse entre o Sindicato e mototaxistas começou quando foi iniciada a regulamentação do serviço, com elaboração do regulamento que vai disciplinar o trabalho. Segundo Matos, não há mais como alterar as disposições que constam do regulamento, itens que, de acordo com ele, passaram por aprovação dos trabalhores.

A opinião de algumas empresas da cidade não é a mesma. Patrícia Lopes, proprietária de uma das empresas, afirma que as decisões tomadas pelo Sindicato não levaram em conta as propostas de toda a categoria. Ela discorda, por exemplo, do prazo estipulado para a pintura das motos que vão atuar depois do prazo final de regulamentação e a escolaridade exigida dos mototaxistas.

Patrícia também afirma que o assunto não foi debatido e que Matos não estaria representando satisfatoriamente os profissionais. Adão Jorge Batista, dono de outra empresa da cidade, concorda com ela. Ele diz que foi elaborado um abaixo-assinado que será entregue à Câmara Municipal caso não seja possível estabelecer um diálogo com o Sindicato.

Para Matos, as manifestações como a realizada ontem são conduzidas por mototaxistas que não se interessam pela regularização da atividade porque trabalham de forma ilegal. (AA)

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