Remédios sofrem 6º reajuste
Remédios sofrem 6.º reajuste
Texto: Márcia Buzalaf
O reajuste nos preços dos remédios em vigor desde o dia 1.º pode demorar mais para chegar ao consumidor. De acordo com o proprietário da Droganova, Rui Pagano Júnior, 41 anos, alguns produtos devem permanecer por mais alguns dias sem o reajuste anunciado, já que algumas farmácias demoram algum tempo para processar os novos preços. Até mesmo por marketing, algumas farmácias devem reajustar os preços nos próximos dias.
Este foi o sexto reajuste consecutivo, desde março, quando o Governo Federal fez um acordo com as indústrias farmacêuticas para promover três reajustes mensais de uma média de 6%, que começariam a vigorar no dia 1.º de cada mês.
Depois de terminada esta rodada de reajustes, o governo aprovou mais uma série de três reajustes de uma média de 3%, que termina com este último aumento. Segundo Pagano Júnior, ainda não se sabe se o setor conseguirá mais respaldo do governo para executar outros reajustes, já que, apesar do preço ser livre, todos os reajustes promovidos este ano se basearam na desvalorização do real.
Em média, o reajuste incidiu sobre 90% dos remédios, aumentando os preços dos medicamentos de uso contínuo.
"Estes remédios de pressão, circulação... todos subiram", garante Pagano Júnior. O impacto do
índice de 3% isolado, segundo Pagano Júnior, foi quase imperceptível. "Não houve nenhum medicamento que teve um reajuste alto", afirma.
Um medicamento que custava R$ 10,00 no início do ano, com a incidência dos reajustes, deve estar sendo comercializado por R$ 13,01 atualmente, um reajuste acumulado de 30,1%.
Pagano Júnior afirma que os reajustes praticados foram parecidos entre os remédios, ou seja, vários aumentos incidiram sobre os mesmos medicamentos.