Rapaz que tentou extorquir R$ 4 mil em Bauru é preso em São Paulo
Rapaz que tentou extorquir R$ 4 mil em Bauru é preso em SP
Texto: Ieda Rodrigues
Fernando Paulino Bueno, que no último dia 8 de junho roubou R$ 1,2 mil da Lotérica Noroeste, localizada na Vila Falcão, e nos dias seguintes tentou extorquir R$ 4 mil do então proprietário do estabelecimento, Antônio Benedito Palopoli, foi preso em São Paulo. Ele confessou os delitos e disse que a tentativa de extorsão de Bauru foi a primeira de uma série delas, sendo que em muitas outras, na Capital, conseguiu obter o dinheiro.
Bueno foi preso em São Paulo pela Delegacia de Extorsão, que sabendo que a Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra) de Bauru investigava um caso de tentativa de extorsão na cidade, enviou uma foto do acusado assim que o deteve. A funcionária que trabalhava na lotérica no dia do roubo reconheceu Bueno, através da foto, como sendo o autor do delito.
O titular da DIG/Garra, J.J. Cardia, contou que, no dia 10 de junho, portando dois dias após o assalto, o então proprietário da lotérica, elaborou boletim de ocorrência por tentativa de extorsão e o procurou contando que havia recebido seis telefonemas anônimas exigindo R$ 4 mil. O autor dos telefonemas dizia que conhecia os hábitos de Palopoli e que, se ele não entregasse o dinheiro, lhe mataria e a sua família.
O autor das ligações chegou até a combinar a data para que Palopoli entregasse o dinheiro e o alertou a não comunicar o fato à polícia. No entanto, dias depois as ligações cessaram. A DIG/Garra informou às delegacias especializadas em extorsão do Estado que do fato que estava ocorrendo em Bauru. Na última segunda-feira, a DIG/Garra recebeu comunicado da Delegacia de Extorsão, de que Bueno havia sido preso por extorsão.
Dentre os objetos apreendidos com Bueno, consta um revólver, o mesmo usado no assalto a lotérica de Bauru, e uma agenda. Na agenda, estavam anotados o nome e o telefone do comerciante que sofreu a tentativa de extorsão em Bauru. Então, a DIG/Garra enviou uma equipe a São Paulo para interrogar Bueno e ele confessou a tentativa de extorsão e o assalto.
Na época que agiu em Bauru, morava no Núcleo Gasparini. Em seguida, ele mudou-se para Ferraz de Vasconcelos. Ele contou que fazia as ligações de um telefone público da Praça Rui Barbosa e que, na verdade, não conhecia os hábitos de Palopoli e nem sabia onde ele morava. J.J. Cardia suspeita que outros bauruenses tenham sido vítimas de Bueno. Nesse caso, as vítimas devem procurar a DIG/Garra.