Condutores fecham acordo e conseguem apenas abono salarial
Condutores fecham acordo e conseguem apenas abono salarial
Texto: Luciano Augusto
Os motoristas e cobradores das empresas de transporte coletivo TUA e Kuba, de Bauru, aprovaram ontem em assembléia a proposta de acordo salarial das empresas, válido até 30 de abril do ano que vem. O acordo aprovado é o mesmo que já vinha valendo (aprovado em 98 e vigente até 3o de abril de 99), apenas foi definido um abono de 5,5% sobre o salário atual, a ser pago nos meses de agosto e setembro deste ano e março e abril de 2.000.
Em relação aos funcionários da Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) continua o impasse. De acordo com Elias Pinheiro da Silva, presidente do Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Bauru (Sindtran), a proposta final da categoria foi a mesma acordada com as outras duas empresas: o pagamento do abono e a permanência das demais cláusulas do acordo coletivo. Conforme afirmação de Silva, "a empresa se mantém irredutível e querem, de qualquer forma, tirar o ticket-alimentação, que é de R$ 100,00". O sindicato não aceita a proposta porque considera um retrocesso das conquistas da categoria.
Para os condutores, até mesmo o acordo firmado com as empresas TUA e Kuba já não foi satisfatório, "porque não atendeu aos anseios da categoria". Faltou, por exemplo, o aumento de pelo menos 3% sobre os salários, além do abono de 5,5%.
Entretanto, Elias Pinheiro da Silva pondera que, levando em consideração os salários de outras cidades do porte de Bauru, "o acordo não foi dos piores".
De acordo com ele, cidades como Presidente Prudente, Ribeirão Preto e Curitiba, não têm os mesmos benefícios. Além disso, possuem um piso salarial inferior ao de Bauru, que é de R$ 631,00 para motoristas, e de R$ 405,00 para cobradores, mais cesta básica. Em Curitiba, segundo o Sindtran, o piso dos motoristas é de R$ 607,00, sem nenhum outro benefício.
Mesas-redondas
Na última segunda-feira, 26 de julho, o Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários participou de duas mesas-redondas, na subdelegacia do Ministério do Trabalho em Bauru.
Na primeira, envolvendo as três empresas concessionárias do transporte coletivo na cidade, discutiu-se as prováveis demissões que podem ocorrer com o redimensionamento das linhas, feito pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), que retirou mais de 100 ônibus de circulação nos finais de semana. As propostas foram levadas para a análise das empresas e continuam indefinidas.
Em seguida, o Sindtran participou de outra mesa-redonda, desta vez somente com a ECCB, justamente para discussão do acordo coletivo. Também esta acabou como começou, ou seja, indefinida.