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Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Campanha salarial dos bancários quer garantir emprego

Campanha salarial dos bancários quer garantir emprego

Texto: Márcia Buzalaf

As mais de 100 cláusulas do acordo coletivo dos bancários para a campanha salarial deste ano já estão fechadas e incluem, nos tópicos mais importantes, a manutenção dos empregos até o ano 2000 e a proteção salarial, ou seja, reajuste salarial a cada vez que a inflação atingir 3%.

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região distribuiu, na manhã de terça-feira, uma carta aberta para a população explicando os itens propostos e o porquê de cada reivindicação. A minuta foi entregue a Federação Nacional dos Bancos, que inclui apenas os bancos privados.

O diretor do sindicato dos bancários em Bauru, Laércio Pereira, 35 anos, afirma que a pauta com as reivindicações foi tirada da Conferência Nacional dos Trabalhadores em Sistemas Financeiras, e inclui não apenas os termos econômicos, mas, também, manter o nível de emprego dos trabalhadores em banco. A automação adotada pelos agentes financeiros poderá ser revertida se os bancários conseguirem aprovar uma das cláusulas, que mexeria com a jornada de trabalho. Na opinião de Pereira, os bancos deveriam ampliar o atendimento ao público, não reduzi-lo, como vem fazendo.

A proteção salarial reivindicar também é reflexo do quadro econômico do País. Segundo Pereira, com as tarifas públicas e os combustíveis sendo reajustes com freqüência, fica difícil manter o poder de compra dos salários.

O reajuste reivindicado é de 9,37&, o que corresponde a recomposição da inflação nos últimos quatro anos, com a diferença dos reajuste concedidos neste período. Os bancários também reivindicam um aumento real de 15,5%, com base na rentabilidade dos bancos.

O lucro dos bancos durante este ano também servirá de base para o pagamento da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) no final do ano. Os bancários reivindicam 25% do total do lucro, a ser dividido entre todos os trabalhadores.

Para os bancos estatais, Pereira afirma, o pedido de reajuste

é de 10,5% para os funcionários do Banespa e de 37,9% para os que trabalham no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal (CEF). Segundo Pereira, estes funcionários não tiveram reajuste nos últimos anos de vigência do plano real.

A diferença principal entre a campanha salarial dos bancários do sistema privado e do estatal é que os bancos públicos não promoveram nenhum reajuste no salário dos trabalhadores durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

A categoria dos bancários propõe, como parte da campanha salarial, a discussão política sobre a privatização dos bancos públicos. Por este motivo, como parte da campanha salarial, os bancários participarão da Marcha sobre Brasília, a ser realizada no dia 26 de agosto.

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