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Perdas salariais

Redação
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Bancários recebem R$ 1 milhão por perdas salariais do Plano Verão

Bancários recebem R$ 1 milhão por perdas salariais do Plano Verão

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e região fez, ontem, a distribuição de cheques para 703 funcionários da Nossa Caixa Nosso Banco, referente

às perdas salariais acumuladas com o Plano Verão, de janeiro de 1989. Receberam o pagamento os bancários

(sindicalizados ou não) que estavam trabalhando em fevereiro de 1989, nas cidades de Bauru, Avaí, Arealva, Cabrália Paulista, Agudos, Duartina, Lucianópolis e Piratininga.

A soma dos cheques atingiu mais de R$ 1 milhão, que foi distribuído obedecendo a proporcionalidade salarial, com a devida correção.

Esta foi a parte final da chamada ação da Unidade de Referência de Preços (URP). Quando da implantação do Plano Verão, os bancários deixaram de receber em seus salários os repasses da URP, que era a fórmula de indexação da época. Mensalmente, os bancários deixaram de receber 26,5% em seus salários.

O Sindicato dos Bancários entrou com ação judicial cobrando o repasse da URP aos salários de todos os bancos.

No caso da ação contra Nossa Caixa, o sindicato obteve sentença favorável ao pagamento para os funcionários, sindicalizados ou não. Entretanto, somente em 1995, a Justiça obrigou o banco a liberar parte do pagamento aos sindicalizados, cerca de 60% do total da ação. E, 1997, o Sindicato conseguiu a liberação do pagamento para os não-sindicalizados, também de 60%.

A bancária aposentada Veranice Camilo da Cunha, disse que vai usar o dinheiro "para pagar as dívidas que o Governo de Fernando Henrique Cardoso obriga os trabalhadores a fazerem".

Já a auxiliar administrativa e de treinamento, Fátima Aparecida Caetano Ferraz, irá investir na reforma da casa.

"Veio em boa hora, pois era um dinheiro que não esperava".

Outros bancos

Várias outras URPs já foram pagas aos bancários de diversos bancos em ações movidas pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e região. Em alguns casos, a Justiça liberou o pagamento somente para os bancários sindicalizados.

O Departamento Jurídico do sindicato esclarece ainda que outras ações de cobrança da URP estão em andamento, que estão à mercê da morosidade da Justiça.

O mesmo departamento, entretanto, ressalta que dificilmente as ações que ainda não foram julgadas pela Justiça terão resultado positivo para os bancários referente

à reposição da URP. "Isso decorre de mudança de postura do Tribunal Superior do Trabalho (TST), através de Enunciado, que padroniza o entendimento contrário ao pagamento para as ações que ainda estiverem tramitando naquele Tribunal", explica o sindicato.

Além disso, alguns bancos estão usando de um outro expediente jurídico, a chamada ação rescisória, que impede a vitória da tese jurídica que estabelece o pagamento.

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