Ato dos professores paralisa 40 escolas em Bauru
Ato dos professores paralisa 40 escolas em Bauru
Texto: Ieda Rodrigues
Quarenta das 48 escolas estaduais de Bauru não funcionaram ontem em função do protesto que professores, diretores e funcionários de escola fizeram em frente à Assembléia Legislativa, contra a proposta do governo estadual de aumentar o percentual de contribuição dos servidores para com a Previdência Social. Das oito escolas restante, quatro funcionaram parcialmente e quatro normalmente.
A dirigente regional de ensino, Edinéa Sita Cucci, disse que as aulas não dadas ontem serão respostas. Cerca de 46 mil dos 56 mil alunos da rede estadual ficaram sem aulas. Hoje, as aulas devem voltar ao normal. Mais de 400 professores, diretores e funcionários de escolas de Bauru foram a São Paulo ontem para participar do ato e outros não deram aula em forma de protesto.
Da própria Diretoria de Ensino, muitos funcionários, incluindo supervisores e funcionários, não trabalharam ontem para participar do ato. Pela proposta do governo, só continuará contribuindo para a Previdência com 6% os servidores que ganham até R$ 600,00. Quem ganha de R$ 600,00 a R$ 1,2 mil terá desconto no salário de 11 a 15% e, acima de R$ 1,2 mil, o desconto será de 20 a 25%. Atualmente, todos os funcionários públicos contribuem para a Previdência com 6%.
Edinéa entende que é um direito dos professores, diretores e funcionários protestarem contra a proposta de reforma da Previdência. Ela ponderou que o Governo do Estado está preocupado em não atrasar os salários do funcionalismo público, incluindo aposentados e pensionistas e, para isso, é preciso tomar alguma medida, já que a folha de pagamento está muito alta.
A dirigente de ensino lembrou que neste ano, o Estado de São Paulo gastará R$ 6 milhões só com aposentadoria e pensões. "Existe, agora, uma lei federal que determina que o Estado pode gastar, no máximo, 12% de sua receita bruta com a Previdência dos servidores. Hoje, está gastando 21%", disse.
Na opinião de Edinéa, o problema é que, no passado, a contribuição dos servidores foi mal administrada, o que levou à crise atual do sistema. Apesar das ponderações, a dirigente de ensino acha que a contribuição escalonada proposta pelo governo estadual irá penalizar bastante professores, diretores e funcionários.