Cai em 7% a inadimplência no DAE
Cai em 7% a inadimplência no DAE
Texto: Paulo Toledo
O Departamento de Água e Esgoto (DAE) conseguiu uma redução de 7,24% na inadimplência das contas de Bauru, baixando de 17,79%, no primeiro semestre de 98, para 10,55%, no mesmo período deste ano. Flávio Uchoa, presidente da autarquia, afirmou que a redução é fruto de um trabalho de conscientização desenvolvido, que mostrou aos consumidores que, além do corte da água, a inadimplência poderia causar-lhes mais prejuízos, com o pagamento de até R$ 62,00 em tarifas de corte e religação.
Durante o mês de junho, os consumidores inadimplentes do DAE, junto com o aviso de corte, receberam em suas contas de água uma carta informando sobre débitos atrasados com a autarquia. A idéia foi dos servidores que trabalham na receita do DAE. Segundo Fábio Passanezi Pegoraro, responsável pelo setor, o objetivo era fazer com que esses consumidores comparecessem a autarquia para conscientizá-los de que estavam com contas atrasadas e poderiam regularizar a situação evitando que a água fosse cortada. "Alguns consumidores devem pouco para o DAE, são contas com valores que não chegam a R$ 10,00, então compensa negociar". disse.
Uchoa disse que o resultado da campanha foi muito bom, pois houve uma recuperação de receita que veio na hora certa, pois o período importante, pois com a chegada do frio há um menor consumo de água e, conseqüetemente, uma queda de arrecadação. "Estamos passando muito bem esta época em que a receita tende a cair", afirmou.
Passados dois meses, os resultados são considerados positivos, pois beneficiaram aproximadamente 742 consumidores que após receberem essas informações, efetuaram o pagamento de seus débitos antes que tivessem a ligação de água de seu imóvel cortada, evitando assim a despesa adicional.
Em maio, a inadimplência do DAE ainda chegava a 14,64%, caindo para 10,73% em junho, numa retração de 3,91%. Essa redução da inadimplência representou uma economia de recursos financeiros para o DAE da ordem de R$ 7 mil, valor adicional que seria gasto com os serviços de corte e relegação a serem efetuados. O consumidor também saiu ganhando, pois os que quitaram suas contas economizaram no total cerca de R$ 46 mil.