Ipem acha irregularidades em brinquedos e materiais elétricos
Ipem acha irregularidades em brinquedos e materiais elétricos
Texto: Luciano Augusto
Na última semana, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem,
órgão ligado à Secretaria de Justiça e da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo) realizou uma mega operação de fiscalização em 10.400 itens, entre brinquedos e materiais elétricos, colhidos em 25 estabelecimentos comerciais de Bauru. Do total, foram apreendidas 2.627 unidades e 13 lojas foram autuadas.
O Ipem preparou a operação para vistoriar produtos que precisam atender as normas de segurança estabelecidas pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). "Estes produtos têm que ter os selo de conformidade do Inmetro", esclarece o superintendente técnico do Ipem, Luiz Antonio Brizzi, 39 anos.
Do total de itens aferidos pelo Ipem, foram apreendidos 1.939 unidades de brinquedos e 688 unidades de materiais elétricos.
A falha encontrada nos brinquedos foi a falta do selo de conformidade do instituto de metrologia, que certifica que o produto passou por inspeção e está apto para ser "consumido" pelo público a que ele se destina.
Já em relação aos materiais elétricos
(em sua maioria lâmpadas, soquetes, luminárias e extensões elétricas) o Ipem detectou que o material do qual foram feitos oferece riscos para os usuários. "Os materiais elétricos foram confeccionados em material ferroso e isso não pode. Eles teriam que ser em alumínio ou latão, por exemplo", aponta Brizzi. A parte que conduz energia elétrica, feita de material ferroso, pode provocar descargas elétricas, aumento do consumo de energia, além de aumentar as possibilidades de curto circuito.
Os produtos foram apreendidos e os lojistas foram autuados no ato da fiscalização. Agora, eles têm um prazo de 15 dias para apresentar as notas de compra ao Ipem. O instituto irá autuar também os fabricantes.
As multas variam de 2.400 Ufirs para as empresas primárias e chega a até 4.800 Ufirs para as reincidentes.
Produtos têxteis
Além da aferição dos brinquedos e dos materiais elétricos, o Ipem realizou também aferições em 746 produtos têxteis, entre tecidos e roupas, recolhidos em 15 lojas de Bauru, durante a semana passada.
O Instituto de Pesos e Medidas encontrou seis irregularidades de responsabilidade tanto do fabricante quanto do comerciante. As duas principais irregularidades foram a falta da indicação da composição têxtil e a presença de denominação do tecido de maneira não prevista em legislação.
Luiz Antonio Brizzi afirmou ainda que foram constatadas indicações dos tecidos em caráter não permanente, ou seja,
"a etiqueta que vem no produto têxtil não pode ser, por exemplo, de papel. Ela precisa ser do próprio tecido, costurada ou bordada de modo que não saia na primeira lavagem ou no manuseio da peça na própria loja".
Foram autuados cinco lojistas e sete amostras de tecido foram encaminhadas para análise laboratorial para identificação da composição da fibra.
As lojas, que já foram autuadas, têm até 15 dias para apresentarem as notas fiscais dos fabricantes e suas defesas. As multas também variam entre 2.400 até 4.800 Ufirs.
Materiais de construção
O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) divulgou também, ontem, o resultado das aferições realizadas em nove produtos usados na construção civil. Destes, nove produtos ou 44,5% apresentaram erros e foram reprovados. Todos os materiais avaliados pelo instituto foram colhidos em estabelecimentos comerciais de Bauru na semana passada.
Os produtos reprovados foram: fixador de pintura Pintafix, de 150 ml, que apresentou erro médio de menos 4,6 ml, representando menos 3,07%; além disso, o produto apresentou 11 erros individuais em 32 unidades aferidas (o índice tolerável
é de até dois erros individuais); Tinner Luks Nova, com mil ml, registrou erro médio de menos 15,7 ml, representando menos 1,57%; o produto também apresentou nove erros individuais em 20 unidades, quando o índice de erros individuais permitido
é de apenas um; solvente para uso geral da marca Ação, com mil ml, teve erro médio de menos 17,3 ml que é igual a menos 1,73%, além de 13 erros individuais em 32 unidades avaliadas; fixador para pintura Argo Fix, de 150 ml, com erro de menos 14,2 ml na média, representando menos 10,52%; também apresentou 17 erros individuais em 20 unidades analisadas.
Já os produtos aprovados nos testes do Ipem foram: os tijolos cerâmicos das marcas Alvorada e Finotti; pregos Gerdau, com 1 quilograma; massa para calafetar Adezite, de 350 gramas e corante líquido Sinhá, de 5 ml.