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Revenda de carros

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Carros populares e à álcool garantem lucro para revendas de usados

Carros populares e à álcool garantem lucro para revendas de usados

Texto: Luciano Augusto

Os negócios com os carros populares, com motores 1.0, e veículos à álcool estão garantindo o lucro mensal nas revendas de veículos usados. As lojas passam por um período ruim, de queda nas vendas, e garantem que, se não fosse estes dois segmentos, a situação estaria ainda pior.

De acordo com Eliseu Gonçalves Lopes, 55 anos, um dos sócios da Free Veículos, a procura por carro à álcool cresceu bastante em relação ao ano passado. O principal motivo do aumento na procura, segundo ele, é o preço da gasolina.

Lopes afirmou que 80% dos negócios realizados são de carros movidos a álcool, invertendo a tradicional liderança dos carros à gasolina. "Se continuar assim está muito bom", espera o comerciante.

Também os carros populares estão sendo bastante requisitados pelos clientes, principalmente por que figuram numa faixa de preço mais acessível, até R$ 8 mil.

"O comércio está ruim e ninguém tem dinheiro", avalia Lopes. A cinco anos atrás, a Free Veículos comercializava cerca de 40 carros por mês. Atualmente, segundo o sócio da revenda, este número caiu para 15 veículos ao mês.

Por situação semelhante passa o proprietário da J.F. Veículos, José Fernando Delazari, 41 anos.

"O mês passado foi um pouco melhor, mas o mercado é muito sazonal", diz. A procura, segundo Delazari, é relativamente boa, mas muitas vezes elas não se concretizam em vendas de fato.

Os automóveis Gol, Uno, Escort e Corsa, da linha dos populares, são os mais procurados e, conseqüentemente, os mais negociados. Além disso, lembra Delazari, "90% das vendas são financiadas, com juros de 2,8% a 3%, dependendo do ano do veículo". Os mais novos apresentam juros mais baixos.

"Os populares sempre venderam bem", afirma Michel Antonio Pellegrino, 53 anos, proprietário da Pioneiro Automóveis. Ele culpa a recessão econômica pela queda no faturamento.

De acordo com ele, a média de veículos que costuma vender atinge a casa das 30 unidades mensais. "No mês passado caiu para 20 veículos e este mês, vendemos cerca de 10 veículos".

Também em sua loja, cerca de 80% dos negócios são financiados. "Se não dividir e facilitar de alguma maneira fica difícil fechar um negócio", argumenta Pellegrino.

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