Professor da Unesp é encontrado morto após assalto
Professor da Unesp é encontrado morto após assalto
Texto: Fábio Grellet
Botucatu - O médico pediatra Antônio de Pádua Campana, 59 anos, que morava em Botucatu, onde era professor da Faculdade de Medicina da Unesp, foi encontrado morto, ontem pela manhã, no interior de sua residência, de onde foram roubados seu veículo e diversos objetos, o que fez a polícia concluir que houve latrocínio (homicídio para roubar).
Campana era professor do Departamento de Pediatria da Unesp de Botucatu há 31 anos. Solteiro, morava sozinho em sua residência, na Vila Antártica. Na manhã de ontem, quando a empregada doméstica que trabalhava na residência chegou lá, não avistou o carro de Campana na garagem e, como ninguém atendia a porta, chamou a polícia. Ao chegarem, os policiais tiveram que arrombar o portão e a porta, para entrar na residência. O professor estava no cômodo usado como escritório, morto em decorrência de um traumatismo craniano causado por pancadas em sua cabeça. Não havia perfurações, o que permitiu à polícia concluir que Campana não foi vítima de tiros ou facadas.
Foram roubados o carro do professor - um Fiat Marea modelo 1999, de cor cinza e placas CTD-5333, de Botucatu, encontrado ontem pela manhã, abandonado às margens da rodovia Marechal Rondon, próximo à cidade de Tietê -, aparelho de som, receptador de antena parabólica, outros objetos de uso pessoal e talões de cheques de Campana, conforme o levantamento realizado pela polícia de Botucatu.
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade está investigando o caso mas, até a tarde de ontem, não havia qualquer pista concreta capaz de incriminar eventuais suspeitos. Como o professor não era visto pelos vizinhos há cerca de três dias, é possível que o latrocínio tenha ocorrido na sexta-feira ou no sábado. O Instituto Médico Legal (IML) de Botucatu ainda não havia divulgado o período em que provavelmente a morte se consumou.
Unesp
Campana é o segundo professor da Unesp de Botucatu que morre em menos de um mês. No dia 25 de julho, o professor Claudinei Parré, 42 anos, que atuava no Departamento de Produção e Reprodução Animal da Faculdade de Zootecnia, morreu, após ficar internado por três dias na Santa Casa de Botucatu. Exames do Instituto Adolfo Lutz indicaram que ele foi vítima do hantavírus, transmitido por ratos silvestres através do ar.