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Redação
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Detidos quatro suspeitos de matar médico da Unesp

Detidos 4 acusados de matar médico da Unesp

Botucatu - Três adolescentes e um rapaz de 18 anos confessaram ontem ter assassinado o médico Antônio de Pádua Campana, de 59 anos, professor da Faculdade de Medicina da Universidade "Júlio de Mesquita Filho"

(Unesp), em Botucatu. Campana, que morava sozinho em um bairro nobre da cidade, foi encontrado morto segunda-feira, dia 16, por sua empregada. Ele estava amarrado com gravatas a uma cadeira, amordaçado com uma camisa e apresentava ferimentos na cabeça.

O médico era um dos fundadores da universidade e muito conhecido na cidade. As circunstâncias de sua morte chocaram a população.

A polícia começou a investigar o crime a partir de uma agenda encontrada na casa. O nome de M.S.P., 16 anos, estava na agenda. O garoto tinha saído da cidade após a morte do médico. Com a confissão de M.S.P., a polícia chegou aos outros acusados pelo crime, W.P.T. e G.S.S., ambos de 15 anos, e Adilson Rodrigues Negrão Júnior, de 18. Eles contaram que mataram Campana para roubar. Dois dos adolescentes já conheciam o médico. Os quatro teriam ido até a casa do médico sábado à noite e, enquanto um deles apertava a campainha, os outros pulavam o muro. Quando reconheceu o menor e saiu para abrir o portão, Campana foi dominado. Levado para dentro, foi amarrado.

Os garotos teriam pedido dinheiro e um deles, G.S.S., teria agredido o professor com uma táboa de carne. O golpe causou traumatismo craniano. O médico desmaiou e asfixiou-se com o sangue. Os rapazes roubaram um aparelho de som e 310 dólares e fugiram no carro do médico. Para desfazer-se do veículo, eles viajaram até Tietê, a 90 quilômetros, voltando de carona para Botucatu. A polícia descobriu que o menor G.S.S. e Adilson Negrão eram suspeitos de ter praticado um crime semelhante, há cerca de três semanas. A vítima foi o microempresário Osvaldo Borgatto, também encontrado amarrado com gravatas. Negrão Júnior está preso em Botucatu. Os três menores foram levados sob custódia para a cadeia de Itatinga e poderão serão transferidos para uma unidade da Febem. (AE)

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