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Movimento sindical

Luciano Augusto
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SDS quer novo sindicalismo para o próximo milênio

SDS quer novo sindicalismo para o próximo milênio

Texto: Luciano Augusto

Preparar um movimento sindical novo para o próximo milênio. Esta é uma das principais aspirações da Social Democracia Sindical (SDS), uma central que busca outro viés para as lutas trabalhistas, trazendo para o primeiro plano os movimentos populares, na tentativa de valorizar o homem.

Com o intuito de difundir esta idéia, o presidente estadual da SDS, Waldemar Raffa, 55 anos, esteve ontem, em Bauru, reunido com entidades organizadas e sindicalistas. A SDS, fundada em 1997, conta atualmente com cerca de 900 entidades filiadas, sendo 85% de entidades sindicais e o restante, cooperativas, associações e movimentos populares do campo e da cidade. O número de trabalhadores representados chega a 7 milhões, espalhados por 21 Estados da Federação.

Aí começam os diferenciais, segundo Raffa, da Social Democracia Sindical em relação às outras centrais. "A SDS é mais uma central sindical, mas que tenta trazer para dentro do SDS os movimentos populares, promovendo cursos, orientação e treinamento".

Outra "novidade" da SDS é que a central não

é "braço político" de nenhum partido, ou seja, é um movimento apartidário baseado nas experiências bem sucedidas de outras sociais democracias no mundo. "Não tem nada a ver com o PSDB, por exemplo", avisa Raffa.

Além de não pertencerem a nenhum partido em especial, os filiados à SDS "têm voz ativa e condições igualitárias".

"Até hoje, tivemos sempre as lutas concentradas pura e exclusivamente na categoria representada". O que a SDS pretende com esta diferenciação das outras centrais

é reorganizar a sociedade brasileira com um menor custo social.

Com diz o presidente estadual da central, o País está vivendo o caos, com "a neurose da falta de segurança", a educação deteriorada, altos índices de desemprego, sem política de geração de emprego e de retomada de crescimento.

"O desemprego não é só motivado pela substituição do homem pela máquina e sim, também, pelo modelo econômico que foi determinado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial. A chamada globalização da economia que, para nós,

é a globalização da miséria", afirma o sindicalista.

Um exemplo da atuação da SDS são as atividades desenvolvidas junto à 4200 famílias de trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Agricultores Sem-Terra (Mast), em assentamentos na região do Pontal do Paranapanema e do incentivo à formação de sindicatos de pequenos produtores rurais da agricultura familiar, na região de Lins.

Com essa espécie de assessoria sindical, a Social Democracia Sindical busca criar alternativas para os efeitos da globalização, além de atacar as causas e conseqüências do mesmo processo. De acordo com Raffa, "a causa maior é gerada pelo Banco Mundial e pelo FMI tendo por trás o imperialismo norte-americano".

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