Estelionatários tentam dar golpe da aposentadoria em Bauru
Estelionatários tentam dar golpe da aposentadoria em Bauru
Texto: Erika Lima
O aposentado bauruense Edmundo Muniz Chaves, 50 anos, diretor executivo do Esquadrão da Vida, que quase foi vítima de um golpe de estelionato de quase R$ 2 mil, recentemente. O golpe foi aplicado por estelionatários do Rio de Janeiro, que tentaram persuadi-lo a depositar um valor da previdência privada (Associação dos Professores Militares), que já havia pago por vários anos, para receber um valor maior.
Segundo os golpistas, o aposentado iria receber uma parcela da previdência privada da qual tinha direito. Há um mês, Chaves recebeu uma ligação do Rio de Janeiro, de pessoas que se passaram por advogadas. Elas diziam estar com a parcela de sua aposentadoria.
Os supostos advogados tinham todas as informações necessárias da vítima, como nome e endereço completos. Com todos os dados em mãos, ligaram para Chaves e alegaram que após um longo processo judicial conseguiram resgatar uma quantia da APM que lhe pertencia. Neste caso, o valor que seria depositado na conta bancária de Chaves era de R$ 18.860,00.
Ele ficou desconfiado da estória, principalmente quando foi ao banco e verificou que o depósito havia sido feito em cheque. O aposentado também achou estranha a exigência dos supostos advogados, em pedir um depósito de 10% do valor que receberia, para pagar encargos e honorários.
"Eles queriam que eu depositasse os R$ 1.860,00 na conta de um oficial de justiça do Rio de Janeiro, mas não o fiz porque achei muito estranho o pedido", explica Chaves. Os estelionatários voltaram a ligar para Chaves, para saber sobre o depósito, mas como o aposentado resolveu esperar as 48 horas para saber se conseguiria sacar o dinheiro, os golpistas não voltaram mais a ligar.
Segundo Chaves, o cheque foi devolvido por estar bloqueado. Provavelmente, o cheque havia sido roubado dos correios. Depois disso, a vítima resolveu ligar para o número deixado pelos golpistas, mas a empresa telefônica do Rio de Janeiro informou que o número do telefone não existia.
Para o titular da Delegacia de Investigações Gerais e Grupo Armado e Repressão a Roubos e Armas (DIG/Garra), J. J. Cardia, esse tipo de estelionato é difícil de investigar devido aos nomes e endereços falsos que os golpistas dão. E acrescenta: "As pessoas devem estar atentas para não cair nesses golpes e não devem fazer depósitos".
Chaves conta que um amigo de Sorocaba também recebeu a ligação dos estelionatários e acabou depositando a quantia exigida. No entanto, não conseguiu receber o valor prometido e reaver o dinheiro depositado.