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Mensalidade escolar

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Escolas devem reajustar mensalidades em até 10%

Escolas devem reajustar mensalidades em até 10%

Texto: Márcia Buzalaf

As escolas da rede de ensino de 1.º e 2.º grau do Estado de São Paulo devem reajustar as mensalidades entre 8% e 10% no próximo ano. De acordo com o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), Gerson Trevisani, as escolas estão sem reajustar as mensalidades há três anos. A justificativa para reajuste é o elevado custo que as escolas têm.

O reajuste das escolas de 1.º e 2.º grau, que estabelecem contrato com os alunos, só podem reajustar mensalidades uma vez por ano, no início do ano letivo. As faculdades ficam de fora desta regra porque não mantém contrato com os alunos. Trevisani afirma que as escolas que promoveram reajuste nos últimos três anos, segundo Trevisani, adotaram índices baixos, em torno de 3%.

Com várias escolas sendo abertas em um pequeno período de tempo, Trevisani alerta, está previsto o fechamento de 20% dos estabelecimentos de ensino privados no Estado de São Paulo. Em Bauru, a realidade é a mesma e, segundo Trevisani, várias escolas foram abertas sem a demanda necessária de alunos. "É muita escola para poucos alunos", garante Trevisani.

De acordo com o presidente do Sieeesp, sete ou oito escolas com cursos colegiais abriram nos últimos anos para a mesma procura de alunos. Para isso, algumas escolas fecharam alguns turnos ou mesmo cancelaram todas as atividades.

O representante dos estabelecimentos de ensino dá como exemplo o caso dos semi-extensivos anunciados para este semestre. Segundo Trevisani, apesar de vários terem aberto inscrições para o curso, apenas três conseguiram fechar classes para ministrar o semi.

Para Trevisani, a inadimplência não deve ser abalada com o reajuste no ano que vem. Segundo ele, as escolas já recuperaram o fôlego e diminuindo a taxa de inadimplência que estava entre 20% e 30% em 98 para entre 8% e 10% em 99.

A queda na inadimplência foi conseqüência de uma política adotada pelas escolas de não aceitarem a rematrícula dos alunos com atraso na mensalidade. Outra atitude radical dos estabelecimentos de ensino foi levar até a justiça o caso de pais que atrasam o pagamento de mensalidade, o cuidado na contratação com os alunos e até incluiu o nome dos responsáveis pelo pagamento da mensalidade escolar nos serviços de proteção ao crédito.

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