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Leishmaniose

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Sobe para 4 casos suspeitos de leishmaniose

Sobe para 4 os casos suspeitos de leishmaniose

Texto: Ieda Rodrigues

Agora já são quatro os casos suspeitos de leishmaniose canina em Bauru. Anteontem, o Departamento de Saúde Coletiva

(DSC), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, recebeu mais um caso de triagem de sorologia positiva, que será agora encaminhado para biópsia, para confirmar a doença.

Na sexta-feira, o DSC recebeu exames de três casos suspeitos. A leishmaniose pode ser transmitida ao homem através de um inseto que picou um animal doente. Na sua forma mais aguda, a viceral, no ser humano, a leishmaniose pode matar se não tratada adeqüadamente e a tempo.

Em maio, um cachorro precisou ser sacrificado porque a leishmaniose foi confirmada. De acordo com a diretora do DSC, Maria Helena Abreu, se a biópsia confirmar a doença nesses quatro cães que estão sob suspeita, Bauru estará vivendo uma epidemia de leishmaniose.

A preocupação aumenta, conforme lembra Maria Helena, porque o número de casos confirmados na região vem crescendo. Somente em Lins, já são 48 casos caninos confirmados e, em Araçatuba, já se perdeu o número de casos caninos e, em humanos, são 63 casos confirmados e, na maioria, sem apresentação de sintomas.

Os quatro cães sob suspeita em Bauru estão em observação, mas como o Município não dispõe de um lugar específico para o isolamento dos animais até que saia o resultado da biópsia, os cães permanecem em poder dos seus donos. A diretora do DSC explicou que é feita a biópsia apenas para confirmar o exame de sorologia e para autorizar o DSC a sacrificar o animal.

Maria Helena Abreu explicou que enquanto não for feita a biópsia, não é possível determinar o tipo de leishmaniose - viceral, a mais grave, ou cutânea. Ela ressaltou, no entanto, que seguindo a orientação do Ministério da Saúde, até que o tipo da doença seja confirmado, ela será tratada como sendo viceral.

Ela explicou que a biópsia é uma exame que consiste na retirada de um fragmento da lesão do animal ou glândula do animal sob suspeita. Maria Helena disse que os técnicos da saúde estão tentando localizar os donos dos animais para fazer a biópsia.

Dois dos quatro casos sob suspeita são de animais da região do Higineópolis, onde foi registrado o caso confirmado em maio deste ano. Os outros dois são de animais de outros bairros da cidade. A diretora do DSC disse que o inseto transmissor da doença ainda não foi localizado na cidade. O inseto ao picar o hospedeiro desenvolve o parasito no intestino tornando-se infectante. Ao picar novo hospedeiro (homem ou animal), irá transmitir o parasito.

Características do inseto transmissor

* São menores que os pernilongos comuns

* Apresentam-se muito pilosos e de coloração clara

(cor de palha ou

castanhos claros)

* Facilmente reconhecidos pela atitude que adotam quando pousam, pois as asas permanecem erectas e entreabertas

* As fêmeas, preferencialmente, no horário noturno, alimentam-se de sangue

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