Ato comemora Fora-Izzo e Marcha dos 100 mil
Ato comemora fora-Izzo e Marcha dos 100 Mil
Um ato público marcou ontem o primeiro ano da cassação do prefeito Antonio Izzo Filho. A manifestação, realizada em frente à Câmara Municipal, contou com a presença de parte dos bauruenses que partiram logo em seguida para Brasília, onde participam hoje da Marcha dos 100 Mil.
Sindicalistas, estudantes, sem-terra e profissionais em geral ocuparam as escadarias da Câmara. Um carro de som do Sindicato dos Bancários foi estacionado no local e deu direito à palavra a líderes políticos e sindicais. Roque Ferreira, presidente do Sindicato dos Ferroviários, ressaltou que a cassação de Izzo Filho é uma prova de que, quando há objetivos a serem seguidos, é possível mudar as situações.
Um representante do Movimento dos Sem Terra tomou o microfone para ressaltar que só a mobilização pode alterar os rumos da história. A ida para Brasília, disse ele, é uma forma de pressionar o governo federal. Os sem-terra irão se manifestar também contra a decisão do julgamento do massacre em Eldorado dos Carajás.
Mas nem só sindicalistas e líderes estavam presentes no ato público. A comemoração da cassação do prefeito Antonio Izzo Filho contou com anônimos, pessoas que mostraram com corpo presente a satisfação de ter contribuído para tirar Izzo do poder e a indignação com o presidente Fernando Henrique Cardoso.
No meio delas estava o aposentado José Alves Barbosa. Com 71 anos de idade, ele acredita que ainda é jovem para lutar por aquilo que acredita ser correto. Sozinho, ele conseguiu reunir 4.000 assinaturas no abaixo-assinado que será entregue em Brasília, solicitando uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar as privatizações.
Ex-ferroviário, Barbosa foi para o Distrito Federal com a esperança de engrossar a pressão contra FHC. "Estou certo que tudo vai dar certo", disse. "O Fernando Henrique precisa sair porque é o maior inimigo dos pobres e dos aposentados". Ele conta que sempre assumiu uma tendência política de esquerda, não votou no atual presidente e é casado com uma mulher que não queria que ele fosse para Brasília. "Ela acabou concordando porque esse é o meu maior sonho: que o Fernando Henrique saia de lá".