Operação "mata baratas" tem início
Operação "mata baratas" inicia no Redentor
Texto: Ieda Rodrigues
O Departamento de Água e Esgoto (DAE) deu início, ontem, a uma operação para matar as baratas que vivem na rede de esgoto da cidade, visando evitar que, no verão, haja uma infestação do inseto. O trabalho começou pelo Jardim Redentor I e II, onde existem cerca de 10 mil poços de visita, os chamados PVs.
O próximo bairro a receber a operação será o Núcleo José Regino (Bauru 25). A meta do DAE, de acordo com a assessoria de imprensa da autarquia, é dedetizar os cerca de 80 mil PVs existentes na cidade. Além de baratas, o inseticida também mata escorpiões e mosquitos que vivem na rede de esgoto.
A dedetização está sendo feita com três máquinas termonebulizadoras compradas pelo DAE há cerca de quatro meses. Essas máquinas misturam o inseticida DDVP ao óleo diesel e criam uma fumaça, que colocada dentro dos poços de visitas (PVs), mata as baratas, escorpiões e mosquitos.
Cada máquina custou ao DAE R$ 2,750,00 e toda a operação deve ficar em menos de R$ 10 mil, pouco se considerado o custo/benefício, de acordo com a assessoria de imprensa da autarquia. Frederico Carpena, diretor da Comercial FC, que vendeu as máquinas, acompanhou o trabalho ontem. Ele explicou que a barata morre assim que entra em contato com a fumaça, não havendo nem tempo para fugir pela rede de esgoto em direção
às casas.
Ele ressaltou que, apesar de fatal para os insetos, o DDPV é inofensivo aos humanos, além de não poluir os rios. Cada poço de visita abriga entre 200 e 500 baratas em média, segundo os especialistas. O ideal, na opinião, de Carpena,
é repetir a dedetização três vezes, com intervalos de sete dias entre cada uma, para que não haja tempo do inseto adulto se reproduzir.
De acordo com os diretores da empresa, a termonebulizadora, que
é uma técnica nova de dedetização, está sendo vendidas a várias cidades de São Paulo, Minas gerais e Paraná. A máquina, segundo Carpena, desde que usado outro tipo de veneno, pode ser usada para matar ratos dos PVs. O DAE informou que ainda não há desratização prevista, mas poderá ocorrer se houver muitas reclamações neste sentido.