Mountarat denuncia que seringas e agulhas do DSC foram para lixo
Mountarat denuncia que seringas e agulhas do DSC foram para lixo
Texto: Ieda Rodrigues
A Mountarat - Sociedade de Proteção Ambiental está denunciando que seringas e agulhas sem uso e cartazes educativos, destinados ao Departamento de Saúde Coletiva (DSC) para a campanha anti-rábica, foram jogadas no aterro sanitário. A diretora do DSC, Maria Helena Abreu, afirma que o material foi descartado porque estava contaminado por urina de rato.
A denúncia foi feita pela delegada da Mountarat, Damair de Almeida. Ela enviou, inclusive, um ofício à secretária de Saúde, Eliane Fetter Telles Nunes, solicitando esclarecimentos sobre o motivo do descarte das agulhas, seringas e cartazes. Para Damair, que disse que foram descartadas entre três mil e quatro mil seringas, houve desperdício do dinheiro público.
O material - seringas, agulhas e cartazes - estava guardado em uma das duas salas ocupadas pelo Centro de Controle de Zoonoses no canil, que é administrado pela União Internacional Protetora dos Animais (Uipa). A constatação de que o material estava contaminado com urina de rato ocorreu quando a Uipa solicitou uma das salas.
De acordo com Maria Helena, houve proliferação de ratos na sala onde estava guardado o material devido às sobras de alimentos dos animais - cães e gatos - do canil. A médica explicou que os ratos, enormes, foram mortos pelos funcionários e o material não poderia ser utilizado, sob o risco de transmitir alguma doença a quem o manipulasse.
Ela lembrou que, recentemente, um veterinário de Botucatu morreu vítima de hantavírus. Questionada, Maria Helena disse que, até a data da retirada do material não se sabia da existência de ratos na sala e conseqüente risco de contaminação. Sobre o número de seringas e agulhas perdidas, a diretora do DSC acredita ser em torno de mil.
Outro item questionado por Damair é o destino dado ao material contaminado. Ela afirma que as seringas e agulhas foram jogadas no aterro sanitário, quando deveriam ter o mesmo destino do material hospitalar: a vala séptica. Maria Helena rebateu a crítica, afirmando que o material foi recolhido pela Emdurb, pelo serviço de coleta especial, e deveria seguir para a vala séptica.