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Pavimentação

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 2 min

Asfalto é incógnita na Comendador

Asfalto é incógnita na Comendador

Texto: Adriana Amorim

O alto custo da obra, a precariedade de outros pontos da cidade e a falta de recursos são obstáculos que devem fazer com que os projetos de asfaltamento da avenida Comendador José da Silva Martha não sejam colocados em prática tão cedo. Atualmente, as obras no local estão paralisadas, mas a Secretaria de Obras acredita que os serviços de implantação de infra-estrutura sejam concluídos até a segunda quinzena de outubro.

Até agora, a região recebeu 500 metros lineares de tubulação para canalização das

águas pluviais e várias caixas de passagem, material que quebra a velocidade da água das chuvas impedindo que ela provoque estragos em vários pontos da cidade. Segundo o secretário de Obras, Leandro Dias Joaquim, ainda precisam ser implantados cerca de 500 metros de tubulação para que as obras estejam concluídas.

Os investimentos em infra-estrutura chegam a R$ 550 mil. "Só o que nós gastamos até agora seria suficiente para fazer a pavimentação de uma pista", compara o secretário. É que desta vez, a administração municipal seguiu a lógica, realizando primeiro a infra-estrutura básica para depois pensar em pavimentação asfáltica.

As obras no local, no entanto, estão paradas. Mão-de-obra e recursos da Secretaria foram canalizados para regiões tidas como mais críticas, como a avenida Cruzeiro do Sul, Alfredo Maia e rua Bernardino de Campos. Mas Leandro Joaquim garante que os serviços voltam a ser feitos e que eles incluem a remoção do bolsão de entulho que acabou sendo criado no local para reter a água da chuva e impedir o rompimento das adutoras existentes na região. Agora, o lixo deve ser empurrado para uma erosão próxima ao local.

Para depois

Só que o bauruense vai ter que esperar mais tempo para poder transitar por ruas asfaltadas na avenida Comendador José da Silva Martha. Isso porque existem outras obras consideradas como prioritárias pela Secretaria de Obras, como as erosões existentes no Ferradura Mirim, Jardim Ipiranga e Parque Roosevelt. Além disso, a pavimentação de uma das pistas representa um gasto de R$ 200 mil.

Segundo o secretário de Obras, todos os serviços estão sendo feitos com recursos municipais, um complicador da situação. "Não sabemos quando a avenida será asfaltada porque dependemos de uma resposta da arrecadação do Município", argumenta o secretário.

A demora na conclusão final das obras vem originando reclamações de moradores da região. Cintia Palombo diz que o local está esquecido e foi deixado para segundo plano pela administração municipal.

Ela afirma que a quantidade de ratos e mosquitos nas residências aumentou, resultado da falta de pavimentação que provoca buracos e atrai pessoas que aproveitam da situação para abandonar lixo na região.

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