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Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Auto-serviço demitiria 40% dos frentistas de posto

Auto-serviço demitiria 40% dos frentistas

Texto: Márcia Buzalaf

O acordo que suspende por um ano o auto-atendimento nos postos de combustíveis, assinado ontem entre Agência Nacional de Petróleo (ANP) e os sindicatos de distribuidoras e do comércio varejista, seria o responsável pela redução de 40% dos frentistas nos postos. Em Bauru, segundo o assessor administrativo do Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo em Bauru e região, Ismael Paulo, 39 anos, aproximadamente 60 empregados seriam demitidos. No Estado, a estimativa é que 60 mil frentistas seriam demitidos, número que em nível nacional poderia chegar a 330 mil desempregado.

Vinte representantes de Bauru participaram da manifestação em Brasília, que contou inclusive com o apoio da comunidade. Na opinião de Paulo, o motivo da proibição nacional de instalação do auto-atendimento é a garantia de emprego para os trabalhadores.

Paulo argumenta que o auto-atendimento não apenas demitiria diretamente os frentistas que seriam substituídos, mas, também, seria a causa do fechamento de várias revendas. O representante do sindicato afirma que as grandes distribuidoras de combustível seriam as responsáveis pela instalação da automação e, por isso, deixaria de fora as pequenas empresas do setor. "Por isso é difícil calcular o tamanho do estrago que isso faria", explica Paulo.

Em São Paulo, os postos de auto-atendimento estão proibidos desde 97, através de uma lei estadual. Apesar disso, foram lacrados 35 postos na capital ontem. Em Bauru, Paulo afirma, existe o boato de que um novo posto estaria querendo implementar o sistema automatizado. "Se eles tiverem mesmo a intenção,

é bom que saibam que nós lutaremos contra", garante.

Além da manutenção de emprego para os frentistas, o auto-atendimento também é enfocado pelo lado da saúde. Paulo afirma que cada frentista de posto ganha um adicional de periculosidade, justamente pelos cuidados que se deve ter com os combustíveis.

Um das periculosidades dos postos de combustíveis destacada por Paulo é com o cigarro e com as mulheres grávidas.

"Ainda não se sabe o que pode ocasionar para a gravidez", afirma Paulo. Ele ainda completa: "E se uma pessoa acender um cigarro no posto e tiver um incêndio, quem se responsabilizaria por isso".

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