CPP organiza manifesto contra reforma da Previdência
CPP organiza manifesto contra reforma da Previdência
Texto: Andréia Alevato Ascari
O Centro do Professorado Paulista (CPP), se reuniu ontem, com a Associação Paulista de Surpervisão Escolar
(Apase), o Sindicato dos Diretores do Ensino Médio Oficial do Estado de São Paulo (Udemo), Associação dos Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo (Apampesp), e Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), entidades ligadas à Educação, para definirem os detalhes do manifesto que será realizado no dia 17, em São Paulo, contra a reforma da Previdência dos servidores públicos estaduais.
Segundo Vera Lúcia Durand da Silva, diretora da sede regional do CPP de Bauru, um ônibus será fretado para levar os funcionários públicos até São Paulo no dia da manifestação.
"No dia 17, é um dia de reunião dos representantes de escolas. Os professores representantes do CPP têm esse dia abonado. Então nós estamos chamando todos, para que participem da manifestação", disse Vera Lúcia.
A expectativa da CPP é que o governador Mário Covas receba as entidades em audiência, para falarem sobre o "Regime Próprio de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo", o Projeto de Lei n.º 11, de 1.999, que já está na Assembléia Legislativa. Esse projeto prevê uma contribuição escalonada de acordo com o salário dos trabalhadores, incluindo os pensionistas. Atualmente, a contribuição da Previdência dos funcionários públicos é de 6% do salário.
"Se essa lei for aprovada, quem cresceu na carreira vai perder, porque quanto mais você ganha de adicionais, maior será seu desconto. Se o funcionário público recebe cinco adicionais, que é toda sua carreira, como supervisor aposentado em última referência, ele recebe R$ 343,00 de adicionais. Com a lei, o desconto será de R$ 353,00, ou seja, o desconto da Previdência será maior que a vida que se trabalhou no Estado", completou a diretora da sede regional do CPP de Bauru.
Os funcionários públicos também reivindicarão para que os pensionistas não sejam incluídos no projeto.
"Nós contribuímos com a Previdência quando estamos trabalhando e quando aposentamos. Com esse projeto, até depois de morto continuaremos pagando, porque eles querem incluir até os pensionistas nesse projeto. A reforma da Previdência do governo federal está mais branda que a estadual", protestou Vera Lúcia.
Conforme a proposta, os professores e diretores que ganham até R$ 600,00 continuarão a contribuir com 6%. Quem ganha mais de R$ 600,00 terão descontos que variam entre 16% e 25%.
Debate
Na próxima segunda-feira, dia 13, a Apampesp realizará uma reunião com diretores regionais das associações, sindicatos e entidades com sede em Bauru, para preparar um debate entre seis deputados da região e uma comissão de funcionários públicos.
Geraldo Arone, diretor regional da Apampesp disse que esse debate será realizado no dia 24 de setembro, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Bauru, para discutir o projeto de lei sobre a Previdência estadual. Além da comissão de funcionários públicos de Bauru, uma comissão representando as associações de São Paulo também estará presente.
"Nesse debate vamos ver o interesse dos deputados da região em defender os professores e funcionários públicos em geral em relação ao projeto de lei estadual da Previdência", disse Arone.
Todos os funcionários públicos e interessados no assunto poderão participar do debate.