Policial militar é assassinado em Jaú
Policial militar assassinado em Jaú
Além de matar o soldado, os criminosos feriram uma moça. A polícia trabalha com hipótese se latrocínio
Jaú - O soldado Amadeu Galo Júnior, 30 anos, da Polícia Militar de Jaú foi morto a tiros no começo da noite de ontem em Jaú e Adriana Cristina Fuzineli, 26 anos, que o acompanhava levou um tiro na perna direita e foi levada para a Santa Casa. Até o fechamento desta edição ela permanecia internada.
As polícias Civil e Militar foram mobilizadas, mas até por volta das 22 horas não tinham pistas sobre os criminosos e também desconheciam os reais motivos do crime. Trabalha-se com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), já que a arma que o soldado portava, uma pistola380, foi levada. Mas a polícia não descarta outras hipóteses para o assassinato.
De acordo com informações da polícia, o crime ocorreu por volta de 19 horas, em meio a um canavial onde o soldado havia estacionado o Corsa de sua propriedade para comer um lanche na companhia de Adriana.
Os dois teriam sido surpreendidos por dois homens encapuzados e os tiros teriam sido disparados de imediato, sem dar chance de reação para as vítimas. O PM teria sido atingido por três ou quatro tiros na face esquerda. Já Adriana foi atingida na coxa direita, mas teria tido condições de sair para pedir ajuda. Ele morreu no local e segundo companheiros de trabalho ainda tinha um pedaço de pão na boca.
O policial que trabalhava na oficina mecânica do 27º Batalhão havia deixado o serviço por volta das 18 horas. Segundo policiais, ele estacionou o Corsa numa estradinha de terra, distante aproximadamente 200 metros da vicinal que liga Jaú ao distrito de Potunduva, próximo ao novo recinto de exposições da ExpoJaú. No local, a plantação de cana ainda estava baixa.
Pelo pouco que conseguiu relatar à polícia ontem
à noite, Adriana teria dito que os assassinos eram dois homens que aparentemente chegaram a pé ao local do crime e fugiram tão logo os disparos foram efetuados. Não se sabia também se os tiros partiram de uma única arma ou de duas. No momento em que foi morto, Amadeu estava usando sua farda de serviço e a arma era de propriedade particular.
Até o fechamento desta edição a polícia ainda não tinha informações se algo mais além da pistola havia sido roubado.
Amadeu Galo trabalhava em Jaú, mas morava em Itapuí e era casado. Segundo alguns de seus companheiros de serviço, ouvidos pela reportagem do Jornal da Cidade, ele era um amigo leal e um excelente profissional. Ele ingressou na PM em 1991. O crime chocou a cidade, principalmente policiais que conheciam o soldado.