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Acordo salarial

Redação
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Bancários devem recusar proposta da Fenaban

Bancários devem recusar proposta da Fenaban

O Sindicato dos Bancários de Bauru está realizando uma consulta à categoria para avaliação da proposta entregue pela Federação Nacional dos Bancários

(Fenaban) sobre a tentativa de acordo salarial que está em negociação. Uma assembléia foi marcada para amanhã, para que a categoria, em Bauru, possa deliberar sobre a resposta que Executiva Nacional dos Bancários vai colocar na mesa de negociações, informou Marcos Aurélio Silvestre, 32 anos, diretor da do sindicato.

A Executiva rejeitou a proposta da Fenaban. O reajuste proposto

é de 4%. Os bancários reivindicam 26,7% (5,65% de reposição do período setembro/98 a agosto/99 mais 4,58% resíduo inflacionário de setembro/94 a agosto/98 mais 15,5% a título de produtividade média dos bancários).

A Fenaban propôs o pagamento da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) de 80% do salário mais uma parte fixa de R$ 312,00, perfazendo essa distribuição aos bancários, no mínimo, 5% do lucro líquido e, no máximo, 15% do lucro líquido de cada banco. Os bancários reivindicam 25% do lucro bruto a título de PLR. No ano passado, a PLR foi praticamente a mesma que está sendo proposta agora: a PLR 98 foi de 80% mais R$ 300,00.

A entidade patronal quer extinguir o Adicional por Tempo de Serviço

(ATS), também conhecido por anuênio para os bancários que forem admitidos a partir de agora. Para os atuais bancários, a Fenaban propõe a manutenção do benefício. No entanto, se algum bancário quiser, ele pode optar pela extinção, recebendo, por isso, R$ 700,00.

Silvestre avalia que a proposta de extinção do anuênio para os novos bancários significará a "sentença de morte" para os atuais bancários. O sindicato acredita que os bancos vão demitir os bancários com mais tempo de serviço, que já têm vários anuênios agregados ao salário, e contratar novos funcionários, em substituição.

Outra proposta da Fenaban é o início de entendimentos para se criar mecanismos para flexibilizar a jornada de trabalho dos bancários. O Sindicato avalia que o aumento da jornada de trabalho significa mais demissões. O diretor do sindicato diz que a tendência é que ocorra a rejeição da proposta. A entidade de Bauru está aconselhando a categoria a rejeitar a oferta da Fenaban.

Silvestre disse que a assembléia de Bauru vai sugerir, ainda, um calendário de mobilização, que será encaminhada para a Executiva Nacional do Bancários, que vai organizar o movimento em nível nacional.

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