Formado Clube de Ciências em Bauru
Clube formado por professores conscientiza sobre leishmaniose
O recém-formado Clube de Ciências Biológicas de Bauru e Região (Ccbbr) está realizando um trabalho de conscientização da população através das escolas públicas, esclarecendo sobre zoonoses e, especialmente, sobre a leishmaniose. O clube convida professores das redes estadual, municipal, particular e demais interessados a colaborarem para a difusão das idéias de prevenção, sem qualquer ônus.
Pelo menos 80 professores já estão participando do projeto, propondo atividades relacionadas ao tema em sala de aula, como a procura por recortes de jornal sobre a doença, confecção de cartazes, leituras e discussões a respeito. "É preciso trabalhar a parte emocional das crianças, explicar por que beijar e ficar com o animal de estimação no colo pode ser prejudicial", disse a coordenadora geral do projeto e professora da Unesp, Maria Sueli P. Arruda.
Os professores envolvidos recebem orientações constantes através de informativos e reuniões. A instrumentação deles com informações e metodologia para implementação do tema, o debate entre os alunos e a sensibilização da comunidade para os problemas de saúde pública são os objetivos do trabalho, que tem como segundo passo a realização de uma mesa-redonda com a participação dos professores e profissionais da área, ainda neste mês, para uma avaliação dos resultados. Para finalizar, as reflexões serão transformadas em material didático para aprofundamento do assunto. Ccbbr O Ccbbr foi idealizado durante um curso de orientação ao professorado ministrado pela Unesp em julho. Cerca de 20 pessoas são membros efetivos do clube, além dos 80 professores que participaram do curso e desenvolvem atividades com seus alunos. O projeto visa promover trocas de materiais e idéias, aproveitando o que o professor já sabe e dando apoio a iniciativas futuras.
"Por exemplo, o professor tem um microscópio quebrado e não sabe como consertá-lo. A gente tenta resolver ou encaminha para a pessoa apropriada. Outra situação: um professor viaja para um curso que os demais não podem participar. Na volta, ele fala aos outros sobre as novidades que viu", explicou um dos idealizadores do projeto, o professor Oliver Marcos Netto.
Ele acredita que essa iniciativa promove um aumento da auto-estima do professor, que passa a "render e ficar mais feliz". Para ele, os alunos também se envolvem mais com as aulas, tornando-se sujeitos ativos. "Se ele chega na sala de aula e vê apenas quatro paredes, algumas carteiras e uma lousa, fica sem perspectivas. A violência nas escolas têm muito a ver com isso", alertou.
As reuniões do clube são realizadas na Unesp e na Diretoria de Ensino, que cedeu duas salas para o grupo. Os horários são organizados de acordo com a disponibilidade dos interessados. Por enquanto, não existe cobrança de taxas.
Serviço
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 239-1290 (com Oliver) ou 230-6166 (com Maria Sueli).