Sindicatos se preparam para greve
Sindicatos iniciam mobilização para a greve geral em Bauru
Entidades sindicais de Bauru já deram início a uma mobilização através da qual se pretende conseguir adesão dos trabalhadores locais na greve geral que está sendo organizada pelo Fórum Nacional de Luta, no próximo mês. Algumas categorias, como a dos professores, antecipará a manifestação na próxima sexta-feira, quando será feita um ato público em frente ao Palácio dos Bandeirantes.
O coordenador da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Duílio Duka de Souza, explica que a entidade sindical em Bauru não chegou a uma decisão final com relação
à proposta de greve geral, embora apoie a iniciativa. O que está acontecendo atualmente são as manifestações isoladas de algumas categorias. "Devem pipocar algumas mobilizações, até como forma de aquecer os trabalhadores e conseguir mais adesão para a grande paralisação", argumenta.
A greve geral faz parte das ações promovidas pelo Fórum Nacional de Lutas, realizado em todo o País, contra os pacotes econômicos adotados pelo governo federal, as privatizações, os baixos salários e a falta de políticas de geração de emprego.
Duka explica que a CUT em Bauru vai orientar pela participação local na greve geral, mas não pode obrigar que todas as categorias cumpram a determinação. Mesmo assim, algumas delas já estão se mobilizando. É o caso dos professores, que através da Apeoesp vão a São Paulo no dia 17 participar de um ato público junto ao funcionalismo estadual.
O Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) já deixou claro que apoia a iniciativa. A entidade pede que sindicatos, associações de moradores e segmentos representativos dos trabalhadores iniciem a mobilização, até mesmo nos ambientes de trabalho, para conseguir engrossar a participação no dia da possível greve geral.
O Sinserm convida até o prefeito Nilson Costa a entrar na luta. O sindicato argumenta que os municípios estão tendo suas finanças arrasadas pelas medidas adotadas pelo governo FHC. Para os sindicatos, a greve geral seria uma maneira de mostrar a insatisfação de diversos setores da população. "Por isso é importante que haja uma espécie de preparação, para que as mobilizações não sejam de dirigentes sindicais, e sim de todos os trabalhadores", conclui Duka. (AA)