Nilson nega, mas rebate críticas
Nilson nega, mas rebate críticas
Texto: Adriana Amorim
O prefeito Nilson Costa (PPS) entrou ontem em mais um round do desentendimento com os vereadores de oposição, particularmente com o tucano Rubens Spíndola e o eterno desafeto Rogério Medina (PTB). Embora garanta que não pretende responder
às críticas recebidas, ele rebateu as declarações e comentários feitos nas últimas sessões da Câmara Municipal.
Nilson Costa define a situação atual como "um pouco desproporcional". Ele quer dizer que está em desvantagem porque não pode usar a mesma tribuna da Câmara para responder às críticas feitas pelos vereadores. O prefeito afirma que a oposição só ressalta tanto as falhas da administração porque os vereadores têm imunidade parlamentar. "Se não tivessem, teriam que provar o que dizem com provas, com pena de responder criminalmente", acrescenta.
Para os críticos, ele garante que não pretende dar resposta. O prefeito diz que prefere responder com trabalho e
"tentativa de pacificação", garantindo que respeita o papel da oposição, embora com ressalvas.
"Chega um momento em que a oposição ultrapassa o limite tolerável", argumenta.
Para se referir aos críticos da administração, ele usa uma metáfora. Compara a Câmara a um palco, e os vereadores a atores que sempre desempenham o mesmo papel em todas as sessões, o de desmerecer os aspectos positivos de seu governo e ressaltar as falhas.
Para exemplificar o comportamento "viciado" de alguns opositores, ele volta à questão da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Patinho. Apesar de não citar nomes, ele endereça o recado ao vereador Rubens Spíndola
(PSDB), que, por várias vezes, insinuou a existência de suborno aos vereadores que votaram contra a aprovação do relatório da CEI.
Elogios
Mas nem só de críticas está vivendo o chefe do Executivo. A bancada do PPB vem mostrando discursos com afinidade a seu governo. Para Nilson Costa, essa é uma prova de que os vereadores estão avaliando positivamente a sua administração e entendendo que a população está sendo favorecida. Quanto à possibilidade de que seja realmente firmada uma bancada de apoio através do PPB, ele não dá nenhuma resposta conclusiva. "Eu espero que sim", diz.
"Qual o político que não gostaria de ter uma ampla bancada de aprovação?", desafiou.
Mais elogios deverão vir caso a Prefeitura consiga pagar o 13º salário dos servidores em dia, o que na verdade não seria mais do que a obrigação. Segundo o prefeito, as negociações que devem viabilizar o pagamento já estão em andamento, principalmente através do Banespa.
Ele garante desde agora que os servidores poderão contar com o dinheiro. "O funcionalismo pode fazer suas compras tranqüilamente porque irá receber, a não ser que aconteça alguma catástrofe".