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Festa religiosa

Andréia A. Ascari
| Tempo de leitura: 3 min

Judeus comemoram Yom Kipur hoje

Judeus comemoram Yom Kipur hoje

Texto: Andréia Alevato Ascari

Hoje, os judeus comemoram o Yom Kipur, o Dia do Perdão. A data, a mais sagrada do calendário judeu, é comemorada 10 dias depois do Rosh Hashana, o Ano Novo.

Hoje, é um dia de reflexão para os judeus. A judia Lina Amália Bichuski, 33 anos, explicou que entre o Rosh Hashana e o Yom Kipur, os judeus têm dez dias de reflexão, para se arrependerem dos erros do ano que passou.

No Yom Kipur, os judeus jejuam durante 24 horas. O jejum começa

às 19 horas do dia 19 e só termina no dia 20, às 19 horas.

A primeira reza do Yom Kipur chama-se Colnidrei. Geralmente é todo o dia do Yom Kipur, o judeu passa na Sinagoga. No final do Yom Kipur, o rabino toca o Shofar (espécie de berrante feito de chifre de carneiro), quando as primeiras estrelas aparecem, para anunciar o fim do Dia do Perdão. Quem não mora perto de uma Sinagoga pode fazer toda a cerimônia em casa. A Sinagoga mais perto de Bauru fica em Campinas. Lina disse que sua família tem o som do Shofar gravado, já que todos os rituais são feitos dos mesmos jeito e horário.

Para quebrar o jejum, uma mesa é preparada e são servidas comidas judaicas típicas. Só comemoram o Yom Kipur os homens maiores de 13 anos (depois que passam pela cerimônia Barmitsva, espécie de Primeira Comunhão para os católicos, que dá a maioridade para os judeus, tornando-o responsável, tendo o mesmo direito e deveres do adulto) e as mulheres de 12 anos (depois que passam pela Batmitsva).

No Rosh Hashana, os judeus vão até a Sinagoga ou também realizam os mesmos rituais, como se estivéssem numa, em casa. Se vestem de branco e, depois da cerimônia, uma farta mesa, também com comidas judaicas, é preparada. No Rosh Hashana, os judeus comem maçã com mel, para ter um "ano doce", e peixe, porque o peixe nunca nada para trás e sua cabeça indica o começo de um ano bom.

Lina contou que esse Rosh Hashana, a data mais importante no calendário judeu, foi especial, porque caiu em uma sexta-feira. E, como os judeus não guardam o domingo e sim o sábado, na sexta-feira à noite, há uma cerimônia, chamada Shabat, para receber o sábado, onde as mulheres acendem velas, preparam um jantar especial e todos fazem uma reza.

"Esse ano, o Rosh Hashana foi especial porque caiu no dia do Shabat. É o que tornou a comemoração ainda mais importante", disse Lina.

O calendário é contado a partir da saída dos judeus do Egito. Segundo ele, os judeus entraram no ano de 5760. A data mais importante é o Rosh Hashana, e a mais sagrada, o Yom Kipur, seguido do Rosh Hashana e do Pessach (Páscoa, geralmente comemorada em abril, que é a libertação do judeu no Egito).

As profecías

Lina afirmou que as profecías de Nostradamus ou a do final dos tempos, descritas na Bíblia, não tem significado nenhum. Segundo ela, não existe final dos tempos sem a vinda do Messias, e para os judeus, ele ainda não veio.

"Para nós, Jesus, que também era judeu, foi um profeta, como os muitos outros que apareceram. E, dentro do nosso conceito, não tem lógica o mundo acabar sem a vinda do Messias", concluiu a judia.

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