Sindicato critica Emdurb por causa da extinção das centrais
Sindicato critica Emdurb por causa da extinção das centrais
Texto: Luciano Augusto
O Sindicato dos Mototaxistas criticou, ontem, a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) pela "sua falta de experiência ou de pesquisas em outras cidades (de medidas) que podem dar certo ou não, e está deixando à vontade para o que os mototaxistas querem".
O presidente do sindicato, Péricles Antonio de Mattos, refere-se, por exemplo, à questão da extinção das centrais receptoras de chamadas de corrida. Segundo Mattos, as centrais são uma garantia importante para disciplinar o serviço de transporte de passageiros prestados pelos motoqueiros. "Para que o mototaxista sobreviva, o serviço tem que sair à contento para a população", afirma.
Uma parcela dos mototaxistas não querem a colocação das centrais. Péricles Antonio de Mattos diz que o mototaxista
"solto" nas ruas causa uma impressão ruim à população, porque carecem da infra-estrutura necessária.
Para Mattos, o fim das centrais pode trazer mais prejuízos do que benefícios, tanto para o mototaxista quanto para a população usuária.
Mas, ao mesmo tempo, ele aponta que a categoria está dividida.
"Tem o pessoal que entendeu que precisam trabalhar e querem a continuidade das centrais enquanto outros grupos, mais jovens, não conseguem ver as vantagens destas centrais". As centrais, por exemplo, serviriam para disciplinar o preço da corrida.
Para o sindicato, o ideal seria que as centrais continuassem existindo por um período de experiência de um ano e a Emdurb promovesse treinamentos para os mototaxistas.