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Encontro internacional

Rose Araujo
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Maximídia 99 começa discutindo novos rumos do setor

Maximídia 99 começa discutindo novos rumos do setor

Texto: Rose Araujo

Baseado em um panorama onde tudo está mudando quase que na velocidade do som e nas dificuldades financeiras por que passou o mercado brasileiro neste ano, teve início ontem, às 14h30, o Maximídia 99 - 9.º Encontro Internacional da Mídia, no World Trade Center, em São Paulo.

A abertura foi feita por Eduardo Petit, executivo da M&M Eventos, empresa promotora do evento. De acordo com ele, às vésperas de um novo milênio e com todas as mudanças financeiras pela qual o mundo está passando, é preciso colocar em discussão para onde está caminhando a mídia nacional e buscar respostas para os problemas que o setor está enfrentando. "Esse cenário desafiador está amplamente refletido na programação do evento este ano", ressaltou.

O primeiro seminário do Maximídia foi "Para onde vai o negócio? Painel dos Presidentes de Agências e Veículos de Comunicação", que teve como debatedores Flávio Corrêa, da Propeg/Abap, João Roberto Marinho, das Organizações Globo, Luís Frias, do Grupo Folha, Pedro Sirotsky, da Rede Brasil Sul (RBS) e Nizan Guanaes, da DM9DDB. Eles discutiram a nova lei de abertura da mídia ao capital estrangeiro, novas regras de remuneração de agências, a sempre temida chegada dos bureaus, o alinhamento internacional das contas publicitárias, o endividamento dos grupos de comunicação e a convergência dos meios.

Um dos assuntos que rendeu mais polêmica foi justamente a abertura ao capital estrangeiro. O protecionismo das empresas nacionais foi defendido pela maioria dos debatedores. Nizan Guanaes chegou a ser aplaudido várias vezes quando falou sobre a competição predatória das fortes empresas estrangeiras frente à ainda "inocência" das pequenas empresas brasileiras. "Como uma empresa lá do Nordeste, que não recebe verba para trabalhar, mas sim mesada, pode competir com as multinacionais, que vêm com a clara idéia de dominar o mercado?", questionou o publicitário.

Em seguida, foi a vez do painel "Convergência na Mídia - A Revolução Está Apenas Começando", que teve como conferencista David Rendall, da Rendall and Associates, dos Estados Unidos. O presidente da mesa foi Caio Túlio Costa, da Universo Online. O objetivo foi avaliar quais as reais oportunidades e obstáculos que o futuro reserva ao setor diante dos movimentos simultâneos de globalização e segmentação - que estão gerando um novo cenário na mídia. Dimensão

O Maxímidia deste ano está instalado numa área de seis mil metros quadrados, ocupando quatro andares do World Trade Center, em São Paulo. Mais de cem empresas estão instaladas no evento, entre elas jornais de renome - O Estado de São Paulo, O Dia e Gazeta Mercantil -, editoras - Abril, Globo e Editora Três - TV's

- Globosat, SBT, Record - agências de publicidade e provedores de Internet.

Durante os quatro dias do evento, é esperado um público de mais de 10 mil pessoas, entre profissionais do ramo, empresários e convidados. Muitas personalidades deverão circular entre os corredores do evento. Ontem foi possível encontrar até o técnico do Palmeiras, Luís Felippe Scolari.

Hoje, os painéis começam às 9h30, com o tema "Micromarketing - A Crescente Importância da Mídia Local", com o conferencista Octávio Florisbal, da Rede Globo. A mesa debatedora será formada por Paulo Guerchfeld, da FischerAmérica Dez; Paulo Stephan, da Neogama e Sérgio Medeiros, GM. Será debatido o crescente volume de negócios que vem sendo investido na mídia local, em detrimento da mídia nacional ou network. A principal questão que deverá ser levantada pelos participantes é até que ponto esta mudança

é uma estratégia planejada ou fenômeno irreversível.

Mas, o que promete "esquentar" o dia é o seminário "Audiência ou Qualidade

- O que interessa ao anunciante", que terá como conferencista Miguel Jorge, da Volkswagen. Entre os debatedores, Aluísio Maranhão, da Revista Época, Carlos Massa (Ratinho), do SBT, Jarbas Nogueira, dos jornais Agora São Paulo e Notícias Populares; e Jorge da Cunha Lima, da TV Cultura. O seminário discutirá a guerra pela audiência, fenômeno que é mais visível ainda na mídia eletrônica, e a onda crescente de crítica quanto

à perda da qualidade de conteúdo na mídia em geral.

À tarde, a partir das 14h30, será a vez do painel "Novos Modelos de Gestão - Manual de Sobrevivência das Empresas de Comunicação. Em seguida, "O Novo Mapa da América - Segmentação Geográfica ou Cultural?", que terá como conferencista Charles Herington, da America On Line (EUA). Stand do JC inova e se moderniza

Inovando mais uma vez, o stand do Jornal da Cidade no Maximídia está mais bonito e dinâmico. Projetado por uma empresa especializada no ramo, ganhou cores e um padrão mais sofisticados. De acordo com o diretor da sucursal do JC, José Tadeu Gobbi, foi feito um investimento "considerável" pelas quatro empresas que integram a sucursal São Paulo (além do JC, Diário da Região - Rio Preto, Jornal de Piracicaba e Vale Paraibano - São José dos Campos) .Foram contratadas três promoters, que se revezam na recepção aos visitantes.

Para animar quem passa pelo stand, a dupla Johnny Frateschi e Biba estão fazendo diariamente um show de jazz, sempre no começo da noite. "É o momento da descontração, a happy hour", salientou Gobbi.

Estão sendo distribuídos kits com as edições do dia dos quatro jornais, mais brindes aos visitantes, que levam também o Book Bauru, edição atualizada e resumida do panorama da cidade, com levantamentos sobre infra-estrutura, saúde, educação e potencial de consumo.

Gobbi considera que a participação do jornal é muito importante diante da grandiosidade do evento, que é o maior da América Latina. "É uma vitrine para o mundo da mídia. De cerca de 600 publicações que existem atualmente no interior paulista, apenas seis estão aqui", ressaltou.

O empresário Érico Braga foi uma das personalidades que passou pelo stand no primeiro dia do evento. Ele veio conhecer a dimensão do Maximídia 99 e a participação do JC como um dos pioneiros neste tipo de feira. (RA)

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