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Maria-Fumaça

Andréia A. Ascari
| Tempo de leitura: 3 min

Prefeitura diz que tomará providências para resgatar Maria-Fumaça

Prefeitura diz que tomará providências para trazer Maria-Fumaça de volta

Texto: Andréia Alevato Ascari

A Prefeitura de Bauru vai tomar providências, inclusive judiciais, para trazer de volta a Maria-Fumaça, transferida no último dia 18 para Campinas. A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que o Município só tinha conhecimento das solicitações que foram feitas para a construção de um abrigo para a Maria-Fumaça e para os vagões que pertencem ao Museu Ferroviário de Bauru e para a outra locomotiva, que foi transferida para Campinas, mas que tudo aconteceu de forma muito rápida, e que a Secretaria de Cultura estava empenhada em construir um abrigo provisório para as locomotivas e composição.

"Providências serão tomadas e, se necessário, até na área jurídica, porque a máquina faz parte do patrimônio histórico da comunidade bauruense", disse o assessor de imprensa, Benedito Requena. Ele afirmou ainda que todos da administração ficaram surpresos com a transferência da máquina para Campinas. Ele disse também que a Prefeitura tem que tomar posse do prédio da antiga Estação Ferroviária para cuidar do patrimônio histórico.

"Eles levaram a máquina quando havia a proposta de se construir um barracão provisório, enquanto a Prefeitura não pudesse construir algo definitivo. Mas eles levaram muito depressa e o prefeito Nilson Costa não tem nem um ano de governo. E, se existe alguém que manifesta o desejo de preservar o patrimônio histórico ferroviário, esse alguém é o prefeito Nilson Costa. O prefeito solicitou o prédio da antiga Estação Ferroviária, e, primeiro, tem que tomar posse do prédio, isso é o principal para cuidar de todo o patrimônio. E, enquanto isso, dar tempo para se ter condições de construir um abrigo definitivo, porque todos conhecem a situação da Prefeitura, sabem que ela não tem verba", completou.

Outra providência que a Secretaria Municipal de Cultura deve tomar, segundo a assessoria de imprensa, é saber se a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) é "brasileira ou campineira", para trazer a Maria Fumaça de volta.

"Se for brasileira, a locomotiva pode ser trazida para Bauru novamente, porque é um patrimônio das famílias ferroviárias e de toda a comunidade bauruense", concluiu.

Ontem à noite, a Associação dos Amigos de Museus de Bauru, o Museu Ferroviário, a Ciesp e Fiesp se reuniram para encontrar soluções para a construção de abrigos para a Maria Fumaça e os vagões que ainda estão em Bauru.

"A união faz a força. Juntos, conseguiremos manter nosso patrimônio histórico na cidade e, quem sabe, até reativar a locomotiva e os vagões para um projeto semelhante ao Trem Museu", disse Gilson Miguel Aude, diretor técnico do Museu Ferroviário de Bauru.

A Maria Fumaça que foi transferida para Campinas foi fabricada em 1925. A locomotiva que ainda está em Bauru foi construída em 1919. As duas locomotivas, que eram movidas à lenha, funcionaram até meados da década de 60, quando foram substituídas pelas locomotivas à diesel. Entre 1984 e 1995, a locomotiva que ainda está em Bauru foi reativada, durante o projeto "Trem Museu", que percorreu 10 cidades da linha da Noroeste do Brasil (NOB), incluindo Bauru. Os vagões que estão na cidade, foram construídos nas oficinas da NOB, em Bauru, na década de 30.

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