Relvas leva sugestão a Juizado da infância
Relvas leva sugestão a Juizado da infância
O vereador Luiz Roberto Relvas (PDT) vai levar sugestões ao Juizado da Infância e Juventude de Bauru nos próximos dias na tentativa de tornar menos rígidas as novas determinações que impõem restrições à permanência de crianças e adolescentes em bares e lanchonetes durante a noite. Na opinião do vereador, as determinações judiciais são severas e punitivas demais.
Com a experiência de 24 anos de magistério, Relvas argumenta que as normas que impedem a presença de crianças e adolescentes em determinados estabelecimentos, a não ser com a autorização dos pais, podem não funcionar porque apelam apenas para a punição. Além disso, acredita que essa faixa etária sai demasiadamente prejudicada devido à falta de alternativas de diversão e lazer na cidade.
Na sua opinião, o ideal é que os donos de estabelecimentos também arquem com a responsabilidade. A proposta que ele vai apresentar ao juiz da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer, é que todos os estabelecimentos se cadastrem no Juizado como interessadas em receber o público infanto-juvenil, com a condição de não oferecer bebidas alcoólicas.
Todos eles receberiam um carimbo padronizado para marcar a mão dos menores de idade. "Assim, quando a ronda noturna feita pela equipe do Fórum encontrasse um menor de idade com bebida alcoólica, poderia responsabilizar o pai e também o dono do local", argumenta o vereador.
A idéia é permitir que os adolescentes continuem podendo sair à noite com liberdade, a fim de que eles não busquem outras formas de encontrar a bebida. "Afinal, há adolescentes com 17 anos que já estão na faculdade de Medicina", tenta convencer Relvas.
O vereador afirma que respeita a iniciativa do juiz, mas acredita que ele está sendo muito radical. "É louvável a sua iniciativa, mas assim uma população interira dessa faixa etária está sendo prejudicada", acrescenta. Além disso, diz que as energias estão sendo gastas com o público errado. Na sua opinião, o Juizado da Infância e Juventude deveria reverter a atenção para as crianças que vivem nas ruas.
Relvas argumenta que a presença de adolescentes em bares e lanchonetes não é imoral e que a vida noturna faz parte das formas de inserção à sociedade.
"Se essas proibições continuarem, quem vai aos shows? A terceira idade do Sesc?", questiona.(AA)