Geral

Literatura infantil

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 6 min

30 anos de "escrevinhação"

30 anos de "escrevinhação"

Texto: Roberta Mathias

Você é daqueles que têm preguiça de escrever um pequeno texto sobre o livro que acabou de ler, ou menos ainda, não tem vontade nem de ler um livro, escrever um bilhetinho...? Ou é do tipo que chega e pergunta pra bibliotecária: "Tia, o livro é muito grosso?" Conseguir viver sem ler, deve ser muito difícil e até um tanto chato. Ler é mergulhar em muitas viagens diferentes;

é conhecer lugares distantes; é inventar cenários, bichos e até personagens. Ler é reinventar a história;

é recontar a aventura; é esquecer da vida... "Ler

é melhor que estudar", já dizia Ziraldo, o pai do Menino Maluquinho. Mas tem muita gente que não vive sem ler e, muito menos, sem escrever. Ruth Rocha, 68 anos, mãe de centenas de personagens (inclusive o Marcelo, Marmelo, Martelo),

é uma apaixonada por letrinhas e sabe bem com cativar seus aliados os leitores-mirins. Neste ano, Ruth completa 30 anos de escritora (bastante, né?), com energia para escrever outra tonelada de livros para a garotada. Sua primeira história publicada foi "Romeu e Julieta", em 1969, na Revista Recreio. Depois, ela não parou mais e já publicou mais de 130 livros infantis, tem vários publicados em outros países e também fez traduções de histórias de outros autores estrangeiros. Ruth tem a magia para transformar histórias complicadas em belas aventuras. "Estou começando a escrever um novo livro; na verdade estou reescrevendo. É a história mais importante que já foi escrita: a Odisséia. São as aventuras de Ulisses, o mais esperto de todos os gregos." Além de escrever (ela também escreve poesia), Ruth gosta de ler, de praia, de sol, de viajar, e de ficar em sua casa. Casada com Eduardo, ela tem uma filha

(Mariana) e já é vovó. Sempre contadora de histórias, os pequenos (primeiro a filha e sobrinhos, agora os netos) encontram em Ruth uma aliada para a viagem da literatura. Mas nem todas as crianças têm o privilégio de estar pertinho de Ruth Rocha, porém, a tecnologia facilita bastante a proximidade entre as pessoas. É só navegar na Internet e você vai conhecer o site da Ruth Rocha, com histórias, brincadeiras, charadas, curiosidades, livros, concursos, versos, notícias e entrevistas. Parece que a gente está conversando direto com a escritora. E se pintar uma curiosidade, é só escrever para ela, que vai ficar muito feliz em saber que a meninada está antenada com a literatura. Você já leu algum livro da Ruth Rocha? Não? Então corra para a biblioteca e escolha um entre os vários publicados e embarque nessa aventura, você vai gostar.

Poesia

Pessoas são Diferentes

Ruth Rocha

São duas crianças lindas

Mas são muito diferentes!

Uma é toda desdentada,

A outra é cheia de dentes...

Uma anda descabelada,

A outra é cheia de pentes!

Uma delas usa óculos,

E a outra só usa lentes.

Uma gosta de gelados,

A outra gosta de quentes.

Uma tem cabelos longos,

A outra corta eles rentes.

Não queira que sejam iguais,

Aliás, nem mesmo tentes!

São duas crianças lindas,

Mas são muito diferentes!

Dica da Ruth

"Se você quiser ser escritor:

(1) Leia Muito

(2) Leia mais

(3) Leia mais ainda.

Quem não lê escreve como estudante.

Quem lê bastante forma um estilo profissional"

* Na Internethttp://www.uol.com.br/ruthrocha

rutrocha@uol.com.br Alguns livros da escritora Admirável mundo louco - Salamandra/1986

Amigo do rei - Ática/1993

Armandinho, o juiz - FTD/1996

Azul e lindo planeta Terra, nossa casa - Salamandra/1993 - BLUE

Bom dia, todas as cores - Livros Abril/1984; Edição especial do Círculo do Livro/1985; Quinteto/1994

Declaração universal dos direitos humanos - Adaptação para crianças Quinteto Editorial/1996

Minidicionário da Ruth Rocha -Scipione/1996

Faca sem ponta galinha sem pé -Nova Fronteira/1994

Histórias de Perrault - Ed. FTD

Máquina maluca -FTD/1992

Marcelo, marmelo, martelo -Abril Cultural/1976; Círculo do Livro/1978; Salamandra/1997 (57ª edição)

Menina que aprendeu a voar -Salamandra/1993

Menino que aprendeu a ver -Quinteto/1994

Mistério do caderninho preto -Melhoramentos

No caminho de Alvinho tinha uma pedra - Lastri Cultural/1977 (a história foi incluída no livro Aventuras de Alvinho) FTD/1993

Palavras, muitas palavras -Quinteto Editorial/1994

Quando eu for gente grande -FTD/1996

Rato do campo e o rato da cidade -FTD/1997

Reizinho Mandão -Quinteto Editorial/1994

Velho, o menino e o burro e outras histórias caipiras - FTD/1996

Quem tem medo de monstro? -Rio Gráfica/1986

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Coral infantil na praça

A turminha do Coral da Unimed vai soltar a voz e fazer a praça Rui Barbosa ficar cheia de alegria com um repertório variado e animado, hoje, às 20 horas. O coral, regido pela pianista Regina Célia Damiati, nasceu da iniciativa da Unimed-Bauru em proporcionar a crianças carentes a oportunidade de mergulhar no mundo mágico da música. E meninada não perdeu tempo; aproveitou e está mostrando seu talento. São crianças com idade entre 7 e 14 anos, que ensaiam há dois anos na Associação dos Moradores da Vila São Paulo. Com garra e determinação, as crianças do Coral ensinam como é importante a iniciação musical em suas vidas. Além da participação no coro, a turminha também tem plano de saúde e outros benefícios. Seria superlegal que várias empresas investissem nas crianças, né? Se cada um fizer um pouquinho, nosso mundo fica mais gostoso para viver! Ah! Não esqueça! A apresentação faz parte do projeto Rui das Artes e será hoje, na praça Rui Barbosa, às 20 horas. Convide toda a família e os amiguinhos.

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Livros, brinquedos e fantasias

A garotada da Emei "Luzia Afonso Dias de Marco", que fica no bairro Maria Elena, em Pederneiras, está muito empenhada em montar uma biblioteca na escola. Além de livros, a turminha quer arrecadar brinquedos e fantasias para que a Emei possa ter, finalmente, sua brinquedoteca. Com a colaboração de outros amiguinhos e da população, com certeza o sonho da meninada da Emei "Luzia Afonso Dias de Marco" vai ser concretizado. O JC Criança aproveita para lembrar quem tem um brinquedinho que não usa mais (em bom estado,

é claro!), livros infantis (vale lembrar que os alunos têm de zero a seis anos, então, os livros devem ser mais simples, com imagens, pouco texto, ou de pano, plástico... para os pequeninos) ou uma fantasia que não serve, pode doar para a escola. A turma vai agradecer. São cerca de 250 alunos, contando a turminha da creche que também utiliza o mesmo espaço. Doações e informações falem com a professora Cibele Cristina Ribeiro Rigonato, 24 anos, pelo telefone 252-4047, todos vão ficar felizes!

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Festa na Sorri

Ontem, a Sorri-Bauru completou 23 anos de trabalho. E o que é a Sorri-Bauru e que trabalho é esse que ela faz? Para que todos possam entender melhor, a Sorri-Bauru é uma entidade, como se fosse uma escola. As pessoas que freqüentam essa escola têm algum tipo de deficiência, física, mental, auditiva, visual parcial ou portadores de hanseníase.

A Sorri-Bauru iniciou suas atividades com oito pessoas, há 23 anos, e hoje atende um total de 120, em diversos programas. O trabalho que a Sorri faz é ensinar uma profissão, ou seja, aprender a trabalhar em uma fábrica, num escritório, numa loja, etc.

A Sorri também aluga ou empresta muletas, bengalas e cadeiras de rodas. Os produtos que fabrica, como artesanato, calçados, roupas, uniformes, etc, são vendidos em sua loja, que fica na sede da Sorri-Bauru. Além disso tudo, ainda tem "A Turma do Bairro", eliminando preconceitos e ajudando na construção de uma sociedade mais justa e feliz.

Se você ainda duvida da capacidade das pessoas deficientes, venha ver de perto o nosso trabalho. A Sorri-Bauru fica na avenida Nações Unidas, 53-40, telefone 230-3677. Estamos esperando sua visita. Tchaauu!!!!

Na Internet, o endereço é

http://www.starnet.com.br/sorri

Escreva...

sorri@starnet.com.br

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