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Equipamento médico

Redação
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Professor estuda controle de qualidade em equipamento de mamografia

Docente estuda controle de qualidade em mamógrafos

Na Famema, os equipamentos de mamografia e raios-X já passaram pelo controle de qualidade, segundo os critérios da nova legislação. O trabalho foi apresentado e premiado por Craveiro na Jornada Paulista de Radiologia, este ano, em São Paulo.

Marília - O Brasil possui, hoje, cerca de 700 mamógrafos, equipamento imprescindível para o diagnóstico precoce de câncer de mama. O resultado fiel do exame pode salvar vidas, já que quanto mais cedo a detecção dos tumores, aumentam as possibilidades de sucesso do tratamento. A mamografia permite identificar lesões de até cinco milímetros. Em tumor diagnosticado com um centímetro, 95% dos cânceres são curáveis, já com dois centímetros as chances caem para 55%. A grande preocupação dos médicos, no entanto, é quanto ao controle de qualidade destes equipamentos. Dos 305 mamógrafos analisados em testes de qualidade realizados pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, 61% foram reprovados, ou seja, podem estar reproduzindo exames falsos negativos ou positivos para o câncer de mama. Mesmo nos EUA, onde o controle é maior, os mamógrafos dão margem de erros entre 10 a 30%.

Mas o problema é mais sério do que se pode imaginar. Dos 250 mamógrafos do País que passaram no teste não há garantias de que estão recebendo manutenção diária, essencial para a confiabilidade dos diagnósticos. Há, inclusive, uma Resolução do Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e uma Portaria do Ministério da Saúde que obriga a existência do controle de qualidade nos aparelhos de raios-X diagnóstico.

O professor da disciplina de Radioterapia e Oncologia da Faculdade de Medicina de Marília (Famema), Paulo Craveiro, alerta que a falta de calibração nos equipamentos de mamografia pode também fazer com que haja várias repetições dos exames, o que acarreta elevação do seus custos, além de aumentar a exposição à radiação de pacientes e funcionários. Estão entre os efeitos maléficos da radiação a leucemia, a má formação genética, a catarata, entre outros.

Na Famema, os equipamentos de mamografia e raios-X já passaram pelo controle de qualidade, segundo os critérios da nova legislação. O trabalho "Elaboração de Um Protocolo de Controle de Qualidade em Mamografia", feito pelos estudantes do Curso de Física Médica e Proteção Radiológica, com orientação de Craveiro, foi apresentado e premiado na categoria

Mama na sessão de Painéis na 29ª Jornada Paulista de Radiologia, este ano, em São Paulo. O estudo teve como objetivo apresentar resultados da aplicação do protocolo, visando comparar os dados obtidos com as recomendações nacionais.

O trabalho sugere que devem ser analisados 10 itens como ajuste do ponto focal, controle automático de exposição, alinhamento e concentração da taxa de dose, entre outros. Quando estes parâmetros estão desajustados, o equipamento pode revelar radiografias de baixa qualidade, confundindo o radiologista na sua interpretação e produzir aumento da dose de radiação no paciente.

Segundo Craveiro, a empresa que vende o equipamento deve fazer os testes de aceitação que garanta, no mínimo, os 10 itens propostos no Protocolo. Dependendo da quantidade de exames realizados pelos equipamentos, as calibrações podem ser feitas em prazos que vão de uma semana até um ano, de acordo com seu grau de complexidade.

Outro fator importante para a boa qualidade dos diagnósticos

é a limpeza dos equipamentos e a manipulação do material. Até mesmo impressões digitais, fios de cabelos, cinza de cigarro, poeira podem ser confundidos com tumores e alteram os exames.

Para as mulheres, resta a orientação para que elas façam exames em centros que possuem o selo de qualidade do Colégio Brasileiro de Radiologia, alvará de funcionamento ou de firmas qualificadas na elaboração do Controle de Qualidade.

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