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Acordo salarial

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Bancários pressionam para nova proposta patronal

Bancários pressionam para nova proposta patronal

Texto: Márcia Buzalaf

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região estão participando das paralisações de uma hora em todos os bancos do Brasil que visa pressionar a categoria patronal para apresentar outra proposta para o acordo coletivo.

A proposta dos bancos foi discutida ente os dias 15 e 16 no Brasil todo, e foi reprovado em todas as assembléias. Por este motivo, os sindicatos que representam a categoria estão realizando paralisações de uma hora em frente a vários bancos em nível nacional.

Na semana passada, os bancários paralisaram as portas das agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal

(CEF). Na segunda-feira, a manifestação foi feita na porta do Unibanco (vide matéria ao lado) e, ontem, o Mercantil foi o alvo da manifestação.

Os bancos propõem uma reposição inflacionária de 4%, enquanto que os bancários querem 5,75% de perda inflacionária mais o resíduo do Plano Real, que soma um reajuste de 10,70%.

Na questão da produtividade, os bancos oferecem 0% enquanto que os sindicatos reivindicam 15%.

Na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da empresa oferecido pelas instituições é o mesmo do ano passado: de 80% do salário mais R$ 300,00, com um teto de R$ 3.120,00. A categoria quer 25% dos lucros dos bancos, com um mínimo de dois salários.

Além disso, segundo Pereira, os bancos querem retirar um adicional por tempo de serviço, que hoje em dia é de R$ 8,40 por ano trabalhado. "Eles querem provocar demissão, porque vão substituir os trabalhadores com muitos anos de casa", afirma.

Se as paralisações de uma hora não surtirem efeito, Pereira afirma, as manifestações passaram a ser diárias, podendo ser levadas a uma greve da categoria.

Correntistas se sentem prejudicados

A manifestação do Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região na segunda-feira em frente à agência central do Unibanco, em comemoração aos 70 anos da instituição financeira, terminou em tumulto, resultando em um boletim de ocorrência contra o sindicato por constrangimento ilegal.

Os representantes do sindicato sentaram na frente da agência do Unibanco para protestar porque a instituição financeira como parte da campanha salarial da categoria.

Simone Carmo de Campos Freitas, Nilton Roberto Cabrera e Renato Cardoso foram os que fizeram o boletim de ocorrência alegando que não conseguiram entrar na agência naquele dia por causa do bloqueio.

Pereira garante que em todas as manifestações o sindicato dá liberdade para, em caso de urgência, deixar o correntista entrar no banco.

Cabrera queria fazer algumas operações com o cartão eletrônico, mas afirma que foi impedido. Ele diz que vai mover uma ação contra o sindicato.

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