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Josefa Cunha
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Obras terão prioridade no ano eleitoral

Obras terão prioridade no ano eleitoral

Texto: Josefa Cunha

O orçamento de Bauru para o ano em que será realizada a última eleição municipal do milênio apresenta uma prioridade incontestável com obras. Excluindo-se as áreas sociais, cujas dotações são histórica e necessariamente superiores aos demais setores, a maior destinação de verbas será direcionada

à Secretaria de Obras. A previsão para a pasta é de R$ 7 milhões, algo em torno de 6,08% do orçamento apresentado ontem, à Câmara Municipal, pelo prefeito Nilson Costa (PPS) e o secretário de Finanças, Raul Gomes Duarte Neto. A peça, estimada anteontem em R$ 110 milhões, acabou fechada em R$ 115 milhões, com uma previsão de receita 6,4% maior do que a de 1999.

Várias obras iniciadas em gestões passadas já têm recursos reservados para conclusão. Obviamente, a administração Nilson Costa teve um cuidado especial em projetar investimentos capazes de alterar os dividendos eleitorais. Em sutil promessa de campanha, o chefe do Executivo deixou claro que os bauruenses podem, desde já, comemorar o término das avenidas Jânio Quadros, Nuno de Assis, Comendador José da Silva Martha, Getúlio Vargas e Teatro Municipal. Para a zona periférica, o compromisso limita-se à pavimentação, embora este seja um benefício a ser implantado em sistema comunitário e sem interferência da Prefeitura. Ao que tudo indica, 2000 será um ano de inaugurações.

Segundo Nilson, os investimentos nas obras até então inacabadas serão possíveis graças à previsão de arrecadação no primeiro trimestre do ano que vem. Em sua opinião, a credibilidade do governo municipal terá peso considerável no pagamento dos impostos por parte dos contribuintes. Além disso, a Secretaria de Finanças promete rigor na cobrança, além de já estar estudando limites mínimos para o parcelamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). "Hoje, IPTUs no valor de R$ 17,00, por exemplo, são divididos em até 10 pagamentos. Para 2000, isso não será mais possível. Também já estamos estudando uma dinâmica diferente para o ISS (Imposto Sobre Serviços), e, com certeza, estaremos mais rigorosos na cobrança e fiscalização", avisou Duarte Neto.

No mais, a peça orçamentária para 2000 pouco difere da previsão feita para o corrente ano. A Educação continua com 25% (R$ 28,75 milhões) - a reserva cumpre estritamente o percentual mínimo fixado em lei -; para a Saúde, um pequeno aumento, os R$ 23 mi de 1999 saltaram para R$ 25 mi. Às entidades assistenciais, foi reservado um percentual de 5,8%.

Para as recém-criadas secretarias da Agricultura e Desenvolvimento Econômico, o orçamento é pequeno: juntas, elas somarão exatos R$ 1 milhão. À pasta do Desenvolvimento, foram reservados apenas R$ 400 mil, mas o prefeito, com bom-humor, explicou que a função da referida secretaria é "buscar e não gastar dinheiro".

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