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Redação
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Botucatu se mobiliza por gás natural

Botucatu se mobiliza por gás natural

Assim como Ourinhos e Marília, Botucatu também se organiza para tentar conquistar uma extensão do gasoduto

Botucatu - Representantes de entidades ligadas à indústria, Prefeitura e vereadores de Botucatu começam a se mobilizar por uma campanha visando a conquista de um ramal do gasoduto Brasil-Bolívia para a região abaixo do Tietê. Num primeiro momento, a idéia é formar um consórcio de municípios interessados em buscar o desenvolvimento industrial tendo como atrativo o gás natural.

Para tanto, o assessor para Assuntos Industriais da Prefeitura Municipal de Botucatu e também conselheiro nato do Ciesp-Botucatu, Marcos Batista dos Santos, explica que estará sendo sugerido

à Fiesp, através do Ciesp, a realização de um levantamento inicial do número de empresas interessadas nesse potencial energético. "São cerâmicas, criação e engorda de frangos, usinas de açúcar e álcool, cervejarias, e tantas outras indústrias que poderiam estar usando o gás em seus processos industriais", ressalta Santos.

Santos lembra que o gasoduto Brasil-Bolívia corta o rio Paraguai nas proximidades de Corumbá, atravessa o Estado do Mato Grosso do Sul, corta o rio Paraná na altura de Jupiá, segue até Catanduva onde corta o rio Tietê e passa a correr quase paralelo à margem direita do rio Tietê, em direção a Campinas. Em Campinas faz uma curva de aproximadamente 90º, vem a Sorocaba e, daí, segue para o Sul em direção a Curitiba e Porto Alegre.

"Pelo traçado original, nota-se que o gasoduto corta a área mais rica do Estado. É óbvio que o maior consumo, ou seja, o maior mercado de gás se encontra naquela região e por isso se justifica essa opção. Contudo, a região abaixo do Tietê fica desprovida de um potencial energético de menor preço e limpo", argumenta.

A grande pergunta, segundo Santos, é "Então, por que não se utilizar Sorocaba como "city-gate", o que ela já é, e trazer um ramal correndo ao longo do leito da antiga Sorocabana ou da rodovia Marechal Rondon?" Santos cita esse percurso justificando economias com grandes desapropiações.

"Poderia ser oferecido gás natural às indústrias localizadas nas proximidades dessas linhas de penetração passando por Sorocaba, Botucatu, Bauru, Ourinhos, Londrina e norte do Paraná.

Atualmente o duto de gás da Petrobrás, que liga a Bolívia com o Porto de Santos, passa por cidades paulistas como: Bento de Abreu, Lins, Iacanga, Ibitinga, Araraquara, São Carlos, Rio Claro, Iracemápolis, Americana, Louveira, Atibaia, Santa Branca, Suzano, Mauá, Diadema e Praia Grande.

Marília e Ourinhos também estão na luta por um ramal do gasoduto. Marília reivindica uma extensão a partir de Lins que implicaria numa interligação de 72 quilômetros, aproximadamente, para o abastecimento das indústrias do município.

Uma das primeiras pessoas a ccogitar a 'briga'por um ramal do gasoduto em Botucatu foi a vereadora Fátima Longo que ressalta os benefícios que a região teria podendo oferecer gás natural como atrativo para indústrias. Marcos Santos aproveita para fazer um convite aos municípios interessados em se engajar nessa luta ressaltando que com um ramal de gasoduto as indústrias da região passariam a utilizar energia natural, ao invés de produtos que além de precisarem de transporte específico, são de alto risco, como os casos de derivados de petróleo, ou então devido ao elevado custo da energia elétrica.

Marília

No último dia 17, em reunião realizada na sede do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Marília, envolvendo representantes de entidades comerciais e rurais, além do poder público municipal das cidade de Marília e Lins, participaram também integrantes da Transporte Brasil-Bolívia de Gás (TBG) para as primeiras definições quanto as ações que poderão viabilizar a instalação de uma rede de distribuição de gás natural para Marília.

Com a presença de técnicos das Fundação Paulista de Tecnologia da cidade de Lins e da Fundação Eurípedes Soares da Rocha, a primeira ação definida no encontro foi quanto à realização de uma pesquisa em que será definido o potencial energético da região para estimular a montagem de um entroncamento de gás na cidade de Lins, ligando Marília à rede que corta o Estado de São Paulo.

Segundo Guilherme Vaz Couto e Walter Cordeiro Liegel, ambos da TBG do Rio de Janeiro, a reunião foi muito proveitosa e bastante decisiva. "Foi um encontro positivo em que saímos com muitos assuntos muito bem definidos", disse Guilherme Couto. "Com posse dessas informações será mais fácil agilizar o processo", comentou Walter Liegel que é responsável pelo desenvolvimento dos trabalhos da TBG nesta região.

Os secretários municipais da Indústria e Comércio das cidade de Marília e Lins, Elias Géa Leonel e Luiz Carlos Tezoto, consideraram o encontro oportuno pois foi possível distribuir os trabalhos para cada integrante envolvido no processo. "A partir desta reunião poderemos conseguir instalar o terminal mais rapidamente", destacou Elias Leonel.

"O levantamento de dados é fundamental para iniciarmos as obras", constatou Carlos Tezoto. "Acredito que em janeiro do ano que vem já iniciaremos a conexão entre Marília e Lins", disse João Barion Júnior, diretor titular do Ciesp de Marília. "Para Marília estas obras serão importantes para o desenvolvimento industrial do município", frisou Sílvio Guillen, presidente da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional de Marília

(Emdurb). "O que depender dos ruralistas, não haverá problema", garantiu Luiz Arnaldo Cunha de Azevedo, diretor executivo do Sindicato Rural de Marília.

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