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Horário de verão

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 5 min

Horário de verão deve ser mais econômico

Horário de verão deve ser mais econômico

Texto: Luciano Augusto

A maior abrangência do horário de verão, que começa à zero hora de amanhã, três de outubro, quando os relógios devem ser adiantados uma hora, deve significar uma economia de 1,5%, na média nacional, diferente do tradicional 1% dos últimos anos, conforme a diretoria de distribuição da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Essa economia é equivalente ao consumo de energia elétrica de toda a população de Bauru durante três anos.

Somente na área de concessão da CPFL ( que abrange 234 cidades do interior paulista) a previsão de redução da demanda é de 7,56%, com redução no consumo de energia elétrica da ordem de 1,06%.

O horário de verão deste ano será o mais longo da história (este é o 26.º), com 148 dias (termina em 27 de fevereiro de 2000), e vai abranger todos os Estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, além de Tocantins e Roraima.

Ficam de fora os Estados do Amapá, Amazonas, Acre e Rondônia. O diretor de distribuição da CPFL, Carlos José Barreiro, informou que estes Estados ficaram de fora porque estão localizados muito ao Norte do Brasil, bem próximo à linha do Equador. Por isso, a mudança para o horário de verão traria benefícios muito pequenos.

Barreira explica que os benefícios deste horário são, basicamente, dois. O primeiro é o uso racional da energia. Segundo o diretor da CPFL, a mudança de horário leva a uma economia de energia porque o escurecimento tardio do dia faz com que haja alguns deslocamentos de carga do horário de pico, o que faz com que haja redução proporcional da energia elétrica total consumida.

Com o horário de verão, além do melhor aproveitamento da luz natural, há uma redução na demanda máxima do sistema elétrico pelo deslocamento da curva de carga para fora do horário de pico habitual (período entre 18 horas e 2 horas, de acordo com a região). Esse efeito alivia o carregamento dos sistemas de transmissão e distribuição de eletricidade, principalmente nas regiões sul e sudeste.

O segundo benefício diz respeito ao lazer. "As pessoas se sentem mais motivadas a praticarem atividades de lazer, melhorando a qualidade de vida", aponta.

CPFL investirá R$ 500 milhões nos próximos 3 anos

Texto: Luciano Augusto

Como a melhor empresa concessionária do setor elétrico no Brasil em 1998, a Companhia Paulista de Força e Luz

(CPFL) irá investir R$ 500 milhões nos próximos três anos. O distrito de Bauru da CPFL foi o melhor colocado em 1998, entre os 18 distritos da companhia. Em cada um deles, foram medidos os indicadores técnicos, comerciais e de segurança. "Bauru, como uma das melhores é, com certeza, destaque em nível nacional", comentou o diretor de distribuição da CPFL, Carlos José Barreiro.

O executivo da empresa de energia, disse que, após a privatização foi idealizado um programa de investimentos, iniciado em abril e com previsão para ser concluído em três anos. A empresa, segundo Barreiro, deve investir R$ 500 milhões visando recuperar investimentos que deixaram de ser feitos na

época pré-privatização. Além disso, serão disponibilizados investimentos para fazer frente ao mercado previsto pela empresa e também na melhoria da performance da CPFL, como substituição de veículos, equipamentos, implantação de um atendimento mais eficaz, treinamento, modernização dos sistemas de comunicação, substituição do sistema de telecomunicações e aumento da automação da rede.

Outra medida tomada pela CPFL, e que inclusive consta no contrato de concessão, será inspecionar todos os 2,5 milhões de consumidores pelo menos a cada três anos. "Significa que temos que inspecionar cerca de 850 mil consumidores por ano", avalia Barreiro.

De acordo com o diretor de distribuição, a inspeção

é necessária para: detectar problemas nas instalações com respeito à segurança, desvio de energia, (a favor da empresa ou contra a empresa) e qualidade das instalações. Até este momento, a CPFL já inspecionou cerca de 500 mil consumidores em toda a sua área de atuação e o objetivo é chegar no final do ano com 800 mil relógios vistoriados.

De acordo com Barreiro, já foram detectados vários tipos de problemas, como: instalações envelhecidas, problemas de segurança e de desvios de energia. Somados, os problemas chegam a 5% dos consumidores (cerca de 25 mil consumidores).

Quanto ao atendimento, foi inaugurado o atendimento telefônico 24 horas. "A qualquer hora do dia ou da noite, o cliente vai poder conversar com a CPFL", destacou o diretor. Em Bauru, os números são 120 e 196. Para a região, o telefone é o 0800-120-196 (ligação gratuita).

A empresa aproveita também para esclarecer os consumidores que os funcionários da CPFL trabalham com novo uniforme, nas cores cinza e vermelho. Os consumidores só devem autorizar o acesso quando o empregado tiver uniformizado e identificado com o crachá da empresa.

Finalizando, Barreiro ressaltou os três prêmios recebidos pela CPFL neste ano, pelo seu desempenho em 1998. A empresa recebeu o prêmio "Medalha Elói Chaves", de melhor empresa no que diz respeito à segurança no trabalho, fornecido pela Associação Brasileira das Concessionárias de Energia. O segundo foi o Top Social, pelas ações sociais patrocinadas pela CPFL, como as exposições do Salvador Dali, em Ribeirão Preto, e pelas doações de equipamentos hospitalares, cozinhas industriais e ambulâncias, a 36 Santas Casas dos 35 maiores municípios cobertos pela CPFL. O terceiro foi o reconhecimento público da Aneel, de que a CPFL foi a empresa que teve o melhores indicadores de desempenho no ano de 98.

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