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Verba para saúde

Érika de Lima
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Carta de paciente ajuda Centrinho a conseguir R$ 18 mil

Carta de paciente ajuda para Centrinho conseguir R$ 18 mil

Texto: Érika de Lima

A carta enviada por Larissa Usberti Sotto, 9 anos, paciente do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais

(Centrinho), no último dia 26, sensibilizou os secretários da Saúde e o Ministro da Saúde, José Serra, e chegou a "dar um empurrãozinho" para a liberação de R$ 18,8 mil para o hospital.

O médico José Alberto de Souza Freitas, conhecido por "Tio Gastão", superintendente do Centrinho, atribui a verba conseguida à carta escrita por Larissa, que mora em Piracicaba. E ressalta: "A carta de Larissa teve participação significativa para a obtenção da verba".

A liberação da verba, através da Portaria Conjunta n.º 35, foi publicada no Diário Oficial da União de anteontem. Os R$ 18,8 mil, uma verba anual, são destinados ao atendimento de pacientes portadores de lesões lábio-palatais, deformidades crânio-faciais e sindrômicos, pacientes auditivos e também para aqueles que necessitam de implantes cocleares (quem tem surdez profunda).

A verba prioriza os atendimentos de internação hospitalar. Além disso, vai viabilizar a ampliação do número de atendimentos diários realizados pelo hospital em 60%. A previsão do Centrinho é de chegar ao final deste ano com 56 mil pacientes e, em 2001 com 113 mil. "Futuramente, podemos aumentar o número de pacientes, tendo elevação de mais de 50%", ressalta "Tio Gastão".

O problema maior, segundo o superintendente do Centrinho, não

é o número de fissurados (pacientes com lesões lábio-palatais) - que chega a 400 -, mas sim o número de deficientes auditivos. Esses pacientes chegam a quase dez mil.

"Tio Gastão" observa que a verba pode dar velocidade

à resolução dos problemas dos deficientes auditivos. Antes, demorava-se de dois a três anos para um paciente receber uma prótese auditiva. A partir deste ano, ele garante que será mais fácil. E completa: "O tempo de receber a prótese auditiva pode ser reduzido para seis meses".

A proposta do Ministério da Saúde ao Centrinho é nova e está vindo para atender as expectativas, na opinião de "Tio Gastão". O valor da verba pode ser alterado, dependendo da produtividade, da demanda de pacientes e de acordo com o que o Centrinho realizar.

"Tio Gastão" afirma que a equipe do Centrinho estava buscando várias alternativas para o problema da falta de verba para os atendimentos de alta complexidade. Outros

órgãos, como a Câmara Nacional de Compensação, também foram consultados porque nem todos os atendimentos eram pagos pelo Ministério da Saúde. E completa:

"Estávamos lutando há mais de oito meses para dar tranqüilidade aos nossos pacientes, sem interromper seus tratamentos, o que já estava ocorrendo nacionalmente".

Para o superintendente do Centrinho, essa verba do Ministério da Saúde pode atenuar os problemas, além de permitir a descentralização do hospital, "um grande sonho de toda a equipe de trabalho". Os benefícios deverão ser gozados por todos os pacientes do Centrinho, tanto crianças quanto idosos.

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