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Casa para deficiente

Redação
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CDHU projeta casa para deficiente

CDHU projeta casa para deficiente

Texto: Andréia Alevato Ascari

O projeto ainda está no papel e não há previsão de qual núcleo receberá primeiro moradias com essas adaptações

O diretor de obras da Companhia de Desenvlvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), Maçahico Tisaka, fez uma visita de rotina na regional de Bauru ontem e, entre outras coisas falou sobre estudos que estão em andamento para a construção de moradias populares adaptadas para deficientes físicos.

Tisaka, que foi empossado há três meses, está visitando todas as regionais e conversando com os funcionários para verificar a evolução das obras e conhecer melhor a realidade de cada regional, para realizar um trabalho "mais produtivo".

"Nós temos uma meta muito arrojada, que é a construção de 250 mil casas, e nós temos que cumprir essa missão. Para isso, é preciso que todos nós estejamos enfrentando de frente a realidade de cada região", disse o diretor de obras da CDHU.

Segundo Tisaka, a previsão é de que 1800 casas sejam construídas a partir do ano que vem. Em Bauru, serão construídos 256 apartamentos. O empreendimento, que recebeu o nome de Bauru H, está em "estudo de viabilização".

"Nós também estamos estudando outros empreendimentos para a região", completou. Tisaka contou que um projeto de adaptação das casas para pessoas portadoras de deficências está sendo preparado. As casas terão portas mais largas, rampas, corrimão nos banheiros e outros tipos de adaptação para atender uma parte das necessidades dos deficientes. Esse projeto ainda está no papel e não há previsão de qual núcleo habitacional receberá primeiro casas com essas adaptações

"Há uma determinação do governador Mário Covas de atender essa faixa de pessoas portadoras de deficiências. E nós estamos preparando isso. Mas ainda não há previsão de quando será implantado, porque ainda estamos preparando o projeto", afirmou Tisaka.

O gerente de ação regional, de Bauru, Élio Busch, afirmou que a prioridade das obras foi dada à região, porque a viabilização dos projetos "depende de vontade política".

"Bauru passou uma fase política complicada. E o atual prefeito Nilson Costa, que é uma pessoa idônea e responsável, ainda não nos procurou. Para que a gente possa viabilizar alguma obra dentro do município tem que haver vontade política. Depende de vontade política. Independente disso, nós já estamos providenciando o projeto do Bauru. O governador Mário Covas não esqueceu de Bauru. Mas, nós respeitamos essa situação política de Bauru", afirmou o gerente de ação regional.

Busch disse ainda que outras obras podem ser viabilizadas em Bauru com ajuda da Prefeitura.

O gerente de ação regional destacou a inadimplência dos mutuários. Ele citou o exemplo do Núcleo Primavera, em Bauru. Das 100 casas, apenas 16 estão com as prestações em dia. As outras As casas restantes estão com as prestações atrasadas. Busch afirmou que os núcleos mais antigos é os que têm maior índice de inadimplência. No núcleo Primavera, que foi construído em 1988, há prestações no valor de R$ 4,60.

"80% dos mutuários são inadimplentes", destacou.

O aspecto social é apenas um dos fatores da inadimplência, de acordo com Busch.

"A CDHU está tentando regularizar isso. Estamos fazendo cobranças amigáveis e acordos com os mutuários. Não podemos esquecer a situação social do país. Acreditamos que aqueles que têm até 15 prestações atrasadas devem estar passando por problemas sociais. Mas nem todos estão incluídos. Há mutuários que têm mais de 70 prestações atrasadas, no valor de R$ 4,60. Não podemos dizer que tudo

é problema social. É também desonestidade", concluiu Busch.

Depois da reunião com os funcionários na regional da CDHU, Maçahico Tisaka foi visitar o núcleo habitacional que está sendo construído, em Arealva, por sistema de mutirão.

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