Dia das Crianças vende 30% a mais
Dia das Crianças vende 30% a mais que em outras semanas
Texto: Luciano Augusto
De acordo com os lojistas do centro da cidade, a Associação das Empresas do Calçadão (AEC) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), as vendas para o Dia das Crianças aumentaram 30% em relação aos últimos 15 dias.
O presidente da Associação das Empresas do Calçadão
(AEC), Luis Antonio Colpani, disse, no final da tarde de ontem, que o sábado e todo o dia de ontem o Calçadão esteve com um movimento intenso de vendas. "Vendeu mais que no ano passado", aponta Colpani.
Em sua opinião, grande parte do sucesso da data foi devido
à promoção feita pela associação. Os lojistas distribuíram, gratuitamente, perto de 25 mil balões de gás (os 10 mil previstos inicialmente se esgotaram no sábado) e diversos saquinhos de pipoca.
"Em nível de aceitação, a campanha foi espetacular", complementou.
A parceria da AEC com o Colégio Balão Azul/Dinâmico também foi bastante produtiva. O colégio, que montou um estande na quadra seis do Calçadão, foi um dos locais com maior movimento de pessoas ontem. No estande, crianças a partir de 1 ano e meio puderam desenhar, pintar e participar de brincadeiras e atividades recreativas. No final da promoção, por volta das 21 horas, ocorreu o sorteio de uma bicicleta.
Colpani afirmou que as lojas vinham de um final de mês ruim,
"bastante parado". A data das crianças acabou repercutindo na melhora do resultados de faturamento para os lojistas.
A CDL prevê aumento médio de 18%, podendo chegar até 30%, no final da apuração da data dedicada
às crianças.
O gerente de uma grande loja de departamentos do Calçadão também estava animado com os resultados parciais das vendas do Dia das Crianças. Antonio Carlos Rossini explicou, porém, que os produtos de menor valor estavam tendo mais aceitação. Mas, os video-games (em promoção) e as bicicletas infantis estavam sendo bastante procurados.
Ele confirma a afirmação da AEC e diz que viu o faturamento de sua loja crescer até 30% em relação
às últimas duas semanas, principalmente, durante o sábado e todo o dia de ontem. "Já dá para melhorar e atingir as quotas programadas para o mês", comemorava Rossini.
Edna Shizue Kimura, gerente comercial de uma outra grande loja de departamentos, com filiais no Bauru Shopping e no centro da cidade, argumentou que "o movimento esteve bom e foi o esperado". Segundo a gerente, a maior procura ficou concentrada em produtos de até R$ 20,00, o que não impediu que outros produtos, mais caros, também tivessem boa aceitação.
Os consumidores, por sua vez, suaram a camisa na maratona de procurar o que os filhos e netos tanto "precisavam". O movimento de consumidores foi elevado no sábado, permaneceu aquecido durante todo o dia de ontem e, à noite (as lojas do centro ficaram abertas até às 22 horas) continuou bom.
A advogada Neusa Betania de Arantes, que veio de São Paulo rever parentes em Bauru, aproveitou o ótimo tempo da tarde de ontem, "para comprar mais alguns presentes para os netos Fabiana, Fabiola e Anderson".
Mostrando bastante disposição, ela disse que na comparação dos preços entre Bauru e São Paulo, percebe-se que "estão equivalentes, com a vantagem de que no Interior se pode fazer compras tranqüilamente, ao contrário de São Paulo".
A dona de casa Vera Sampaio, que fazia uma parada técnica para recarregar as energias numa lanchonete do centro, garantiu que tinha bastante variedade mais foi preciso pesquisar para encontrar o melhor preço. Mesmo assim, os filhos Willy e Ingrid "ganharam uns três ou quatro presentes cada um".
Daniele Ferraz Gasparini, funcionária pública municipal,
"comprou o que as crianças pediram". Antes, porém, percorreu as lojas em busca de descontos ou preços melhores. No final do dia, as filhas Tiele e Maria Eduarda andavam satisfeitas pelo Calçadão com as suas novas bonecas. Economizar, como disse, é importante "porque daqui a pouco mais de dois meses é Natal e já tem que comprar presentes para eles novamente", reclamou.
Mas o feriado não foi bom somente para os lojistas que trabalham com brinquedos. O proprietário de uma lanchonete no Calçadão, viu seu faturamento aumentar consideravelmente ontem.
Antonio Wagner Neves contou que registrou grande movimento ontem, inclusive de clientes de cidades da região. Para atrair consumidores, o proprietário vendia lanches a partir de R$ 1,00, caso, por exemplo, do cachorro-quente.