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Linha de crédito

Redação
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Produtores orgânicos terão crédito específico

Produtores orgânicos terão crédito específico

O Banco do Brasil (BB) acaba de criar uma linha de crédito para financiar a agricultura orgânica O anúncio foi feito na última quinta-feira, quando o BB assinou com o Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento Rural (IBD) e com a Associação de Agricultura Orgânica (AAO) protocolo de cooperação técnica para viabilizar o apoio financeiro a projetos de produção orgânica apresentados por qualquer produtor vinculado a um dos dois órgãos.

O mercado de produtos orgânicos movimenta anualmente cerca de US$ 5 bilhões em todo o mundo, com cerca de 2,7 milhões de hectares plantados. O mercado brasileiro desses produtos cresce anualmente entre 10% e 15% ao ano, segundo dados da Federal Agriculture Organization (FAO), da Organização das Nações Unidas (ONU).

Na verdade, não é uma linha de crédito específica para esse tipo de agricultura, mas, sim, um facilitador para a obtenção de crédito, já que cada produtor certificado será enquadrado, de acordo com o seu porte, em uma das linhas já existentes, como o Proger ou o Pronaf e terá prioridade na obtenção de recursos.

Por este motivo, o produtor orgânico poderá se enquadrar no Programa de Geração de Emprego e Renda Rural

(Proger) e Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O primeiro, é destinado ao custeio agrícola e pecuário com limite de até 70% da receita prevista para o empreendimento a ser financiado, limitado ao orçamento. Para custeio agrícola, a taxa de juros é de 8,75% ao ano e a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de mais 6% ao ano, além de dois anos para o prazo de vencimento das operações.

Já no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o valor máximo financiado é de R$ 15 mil para investimento e de R$ 5 mil para custeio. A taxa de juros para custeio é de 5,75% ao ano e, para investimento, de 50% da soma da TJLP + 6% ao ano. O prazo varia de acordo com a natureza da linha, podendo ser de um ano para custeio, e de até oito anos para investimento.

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