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Regulamentação

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 3 min

Mototaxistas pedem maior prazo para regulamentação

Mototaxistas pedem maior prazo para regulamentação

Texto: Luciano Augusto

A poucos dias do prazo final para a regulamentação da categoria (o prazo final é 22 de outubro), os mototaxistas promoveram, ontem, uma manifestação com a participação de mais de 120 motos pedindo um prazo maior para a regularização. Depois de uma reunião demorada de uma comissão de mototaxistas com o presidente da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), ficou agendado para hoje uma reunião,

às 19 horas na Câmara Municipal, onde serão definidas as reivindicações finais que serão levadas para a apreciação do prefeito municipal Nilson Costa.

A manifestação, iniciada no início da tarde, percorreu o centro da cidade e seguiu para a Emdurb. Lá, depois de algum tumulto para a escolha dos representantes que participariam da reunião, os mototaxistas, representados pelo vereador petista José Carlos de Souza Pereira, o "Batata", expuseram ao presidente da Emdurb, Joaquim Madureira, ao diretor de transporte, Waldomiro Fantini Júnior, e à gerente de transportes especiais, Adriana Fernandes Garcia, que não concordavam com muito dos pontos acordados pelo Sindicato dos Mototaxistas, que tem como presidente, Péricles Antônio de Mattos.

Uma das organizadoras do movimento de ontem, Patrícia Aparecida Lopes, disse que a categoria quer a legalização, mas não do modo que está sendo feito. "Mais de mil mototaxistas devem ficar desempregados com este regulamento", garantiu.

Complementando, Lopes disse que "o que a categoria não quer é ser passada para trás", também pelo sindicato dos mototaxistas. Segundo ela, o sindicato não tem a representatividade necessária para falar em nome de toda a categoria.

Além da ampliação do prazo para a regulamentação, os mototaxistas querem ainda a ampliação do número de bases que poderão existir na cidade. O regulamento estabelece que 21 bases terão autorização para se instalarem nos pontos espalhados pela cidade. Já os mototaxistas pedem que seja ampliado este número.

Sobre isso, Madureira garantiu que poderão ser solicitadas a abertura de novas bases. A autarquia pública irá analisar individualmente cada pedido e, "se não houver nenhum impedimento legal", a instalação do novo ponto será aprovada.

Com a ampliação do número total de bases, as 140 vagas restantes do processo seletivo deverão ser preenchidas. Entretanto, os dissidentes do sindicato dos mototaxistas pleiteiam um número maior de profissionais, algo próximo dos 650 mototaxistas.

Um terceiro ponto discutido foi o preço da tarifa. O decreto fixa a cobrança de R$ 2,00 para o período das 6 horas da manhã às 20 horas, durante a semana. Nos finais de semana, feriados e no período noturno (das 20 horas às 6 horas da manhã), a tarifa sobe para R$ 3,00.

Os mototaxistas dizem que este valor está defasado, pois não há aumentos desde 96. Madureira explicou que, assim como no caso da tarifa dos ônibus circulares (que deverá ficar em R$ 0,80 até fevereiro do ano que vem), os mototaxistas também devem rever esta questão.

"Quando a tarifa dos ônibus subiu para R$ 0,90, os passageiros fugiram e procuraram outras alternativas de transporte", argumentou.

Na opinião do presidente da Emdurb, um reajuste da tarifa para as motos iria provocar a mesma situação, piorando ainda mais a situação da categoria.

Na reunião de hoje, às 19 horas, na Câmara Municipal, será formada uma comissão representativa da categoria, além do sindicato dos mototaxistas, que irá elaborar um documento oficial que será enviado ao Palácio das Cerejeiras.

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