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Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 3 min

Tuga diz que desunião complica candidatura

Tuga diz que desunião complica candidatura

Texto: Josefa Cunha

O ex-deputado Tuga Angerami, principal e mais nova liderança do PSB de Bauru, disse ontem que a dispersão do grupo político que o acompanhava nos últimos anos complicou sua candidatura

à Prefeitura. Em entrevista à Rádio Auriverde, o ex-tucano avaliou que o sucesso de uma campanha está diretamente atrelado à coesão dos apoiadores, mas em nenhum momento negou a possibilidade de lançar-se na empreitada eleitoral.

Da mesma forma que voltou atrás na decisão de sair da vida política partidária, os socialistas do PSB esperam que Tuga mude de postura em relação à candidatura. Os analistas de plantão, aliás, não têm dúvida das pretensões do ex-deputado. Tuga, no entanto, insiste em dissipar as previsões e argumenta que há uma grande diferença entre assinar com um partido e sair candidato. "Ao longo desses anos, constituí um grupo político forte, de amigos que estavam dentro e fora do PSDB. A minha saída, porém, dispersou esse grupo, que agora está dividido entre PSDB, PPS e PT. Uma candidatura implicaria numa união que ora não existe mais. Vim sozinho para o PSB, não trouxe nenhum desses apoiadores", justificou.

A inviabilidade alegada, entretanto, não é definitiva, como não foi a decisão de abandonar a vida partidária. Tuga, inclusive, comemora a possibilidade de mudar de idéia.

"Já me disse um amigo aqui do PSB que só não pode mudar de idéia aquele que não possui idéia. Eu tenho idéias e, portanto, posso mudá-las. Fico feliz de poder voltar atrás e fazer auto-críticas quantas vezes quiser", declarou, deixando margem às previsões eleitorais.

O retorno à militância partidária teria ocorrido muito mais por pressões do que por vontade própria, afirmou Tuga. Segundo ele, a trajetória pública marcada pelos mandatos de prefeito e deputado federal não permitiu o afastamento sem cobranças. "Os cargos públicos conferidos a mim pela população de Bauru me trouxeram muita experiência, uma experiência que eu decidi retribuir, me colocando à disposição. Quero ajudar a alimentar o debate político em Bauru e, o canal para isso,

é o partido político. Nesses dois meses em que estive fora, fui sistematicamente cobrado, de forma até incisiva e agressiva, a voltar. As pessoas me diziam que eu não tinha o direito de abandonar o debate depois de tantos anos de participação ativa. Cheguei à conclusão de que elas tinham razão. Do ponto de vista pessoal, estava tudo muito cômodo para mim, até porque o retorno

à vida política partidária significará a subtração do meu tempo com a família e a profissão", contou.

Sobre o inesperado "pouso" no PSB, Tuga explicou que nada mais natural do que retornar às origens. Ele relembrou que foi um dos fundadores da legenda no município, em 1986, e que, inclusive, é o primeiro signatário na ata da fundação. "Mesmo quando militava no PSDB, sempre mantive boas relações com o PSB, seja em Brasília, São Paulo ou Bauru. Além disso, o PSB sempre foi nosso aliado em eleições", reforçou.

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