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Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Cohab tem sobra de cargos de confiança

Cohab tem sobra de cargos de confiança

Texto: Nélson Gonçalves

Presidente diz que Cohab tem 97 funcionários concursados e 48 em cargos de confiança. Segundo Arialdo Mercadante sobra é de 24 cargos

Apesar do enxugamento administrativo iniciado na gestão de Faukecefres Savi e implementado durante a permanência de Daltayr Vallim na presidência, a Cohab-Bauru ainda tem sobras de cargos de confiança. A avaliação

é do próprio presidente da Companhia de Habitação, Arialdo Mercadante, que assumiu o cargo há cerca de um mês. Com base no plano de cargos e salários, Arialdo Mercadante informou que a Cohab tem 97 funcionários concursados e 48 comissionados. O limite previsto no documento é de 120, no total. Assim, segundo ele, há excedente de mão-de-obra indicada por fatores políticos.

As informações foram dadas em entrevista coletiva á imprensa, ontem. A Cohab mostrou preocupação com a repercussão da exoneração de 11 funcionários, dos quais 8 em cargos de confiança. Nos bastidores políticos a gestão municipal foi criticada. A oposição política ao governo Nilson Costa (PPS), incluindo alguns vereadores, criticou que a administração municipal estaria demitindo apenas os servidores que têm ligações com integrantes de grupos políticos não simpatizantes ao prefeito.

A administração da Cohab procurou amenizar o tom das críticas. O presidente da Cohab, Arialdo Mercadante, respondeu, polidamente, que as exonerações não tiveram "conotação política". Por outro lado, a administração atual da Cohab também não deu explicações técnicas para as exonerações. Ficou exemplificado que as demissões eram necessárias, mas não houve nenhum comentário sobre os critérios de escolha dos 11 exonerados anteontem.

No meio político, entretanto, crescem os rumores de que a gestão Nilson Costa estaria realizando um tratamento especial àqueles que demonstraram tendências políticas que não coadunam com o grupo formado pelo Executivo, que tem o PPS com o partido de frente.

Do ponto de vista técnico, a verdade

é que a própria gestão municipal, através de Daltayr Vallim, enfatizou que a Cohab-Bauru tem que ter 120 funcionários para formar seu quadro ideal. O plano de cargos e salários detalha esses números, foi protocolado no Ministério do Trabalho com o aval do prefeito. O prefeito Nilson Costa disse, na prestação de contas de Vallim, que todas as ações da Cohab foram tomadas "em consonância com o governo municipal". Assim, ficou evidente que a Cohab tinha mais alguns cargos a enxugar.

O atual presidente, Arialdo Mercadante, não escondeu esse critério. Ele afirmou, reiterando, que conforme o plano de cargos e salários existe sobra de cargos de confiança na Cohab. O presidente não explicou, entretanto, como vai enxugar e por onde começar. Disse, por outro lado, que à medida que os cargos forem se tornando vagos não serão mais preenchidos. A vacância, porém, depende de ação administrativa.

Para não especificar em demasia a avaliação da própria Cohab sobre seu quadro ideal, é bom lembrar que a gestão atual recebeu a companhia com mais de 300 cargos e chegou a um número de 156 servidores, até a saída de Daltayr Vallim. Na prática, a Cohab, sempre mau vista em função da prática do nepotismo e do cabide de emprego, foi a empresa pública que realizou, como deveria, o prometido e necessário enxugamento administrativo.

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