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Mercado de trabalho

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 4 min

Escola prepara monitores para o mercado

Escola prepara monitores para o mercado

Texto: Gustavo Cândido

Entrar no mercado de trabalho sem nenhuma experiência profissional prática, como um estágio, por exemplo, é quase impossível nos dias de hoje, não importa que

área seja. Para quem estagia ou já estagiou durante a faculdade as chances de emprego são maiores, mas ainda difíceis. Os estudantes universitários que estagiam no Colegial da Universidade do Sagrado Coração (USC), onde são chamados de monitores, são privilegiados em todos os sentidos. Além de contarem com uma pequena ajuda de custo, têm a oportunidade de continuarem seus estudos, se tornando cada vez mais preparados para o mercado em suas áreas. O idealizador do projeto de monitoria do Colegial da USC, que começou há 3 anos, professor Darvino Concer, falou ao Jornal da Cidade sobre os monitores.

Jornal da Cidade - Quantos monitores tem o Colégio hoje?

Darvino Concer - Começamos com um grupo pequeno, quando deu certo fomos ampliando e hoje temos monitores para todas as disciplinas do Colégio e todas as frentes. São 20 no total, de Bauru e cidades da região.

JC - O que eles precisam para se tornarem monitores?

Darvino - O aluno pode ser graduado, ou estagiário, com um curso superior em andamento. Eles assinam um contrato de seis meses, nos quais trabalham sem nenhuma remuneração. Após esse período eles recebem uma ajuda de custo para alimentação. Para se tornarem monitores eles passaram por uma aprovação antes. Demos preferência para os nossos ex-alunos que se sobressaíram no colegial, mas também aceitamos indicações para os postos nas frentes. No geral ele precisa obrigatoriamente ser um aluno renomado no Colégio ou na Universidade e ter uma estrutura básica de conhecimento para que a gente não coloque um monitor defasado demais para o conteúdo que ensinamos em sala de aula, que é muito puxado. Ele é monitor na área que está estudando, se faz o curso de matemática na universidade então vai ser monitor dessa disciplina no Colégio.

JC - Eles ficam aqui por quanto tempo?

Darvino - Alguns chegam a ficar quase o dia todo, de manhã, de tarde e à noite vão para as aulas, geralmente os que vêm de fora.

JC - Cada professor tem um monitor?

Darvino - Cada um. O monitor acompanha o professor na sala como se fosse um aluno normal, mas anota tudo, resolve tudo, faz observações e análises de alunos em sala de aula, faz chamada, dá visto, ajuda a corrigir prova, ou seja, deixa o professor livre para se preocupar apenas com a matéria. O monitor recebe todos os materiais e sabe tudo, tem sempre a matéria em dia

JC - Por quanto tempo eles podem ser monitores?

Darvino - O período mínimo é de 6 meses e não existe um limite para o tempo que eles podem ficar conosco. O objetivo é que eles se tornem professores em sua áreas, aqui ou em outra escola. Ao longo desses

últimos três anos, todos os monitores que têm se destacado foram aproveitados aqui no Colégio. Existem duas na área de Língua Portuguesa que se tornarem professoras, um na área de Química, um em Matemática... Tem monitor que deixou o antigo emprego para investir tudo aqui, investir em si mesmo. A grande finalidade desse projeto é desenvolver e preparar esses monitores para o mercado de trabalho, para se tornarem num corpo docente renomado, num nível bom para assumir um posto aqui no Colégio ou em outro lugar. Nós vamos nos tornar em uma escola de monitoria ampla para que a gente forme uma escola de estagiários preparatória para o ensino, tanto o público quanto o particular. Vamos ser uma escola de pedagogia. Daqui, por exemplo, eles saem com um certificado de que fizeram estágio.

JC - Como é esse certificado?

Darvino - No final do contrato de voluntariado de seis meses, ou de um ano, ele recebe um certificado da Universidade, que comprova que ele estagiou no Colégio, tantas horas, em tal disciplina... Isso é de fundamental importância quando eles saem para o mercado.

JC - Os monitores são assediados por outras escolas para se tornarem professores?

Darvino - O estágio já é muito grande e nós não fazemos restrições quanto a essas saídas, mas ele perde o acompanhamento e não continua a desenvolver seus estudos. Eu já tenho uma monitora que é aluna especial de mestrado, porque é importante que eles continuem seus estudos mesmo depois do curso superior, nós os acompanhamos nesse sentido. Nosso objetivo é que eles visualizem uma carreira acadêmica, não penso que eles devam terminar a faculdade e parar de se desenvolver, esse é o nosso projeto maior, evitar que eles parem na graduação. Quem entra aqui tem que pensar em ser um professor pós-graduado.

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