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Futuro profissional

Redação
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Agregar conhecimento: caminho para o futuro

Agregar conhecimento: caminho para o futuro

O futuro profissional está em agregar conhecimento a algumas atividades: dentista com ênfase em marketing, médico especializado em multimídia, psicólogo que trabalha via Internet, economista com atuação na área ecológica... As empresas que recrutam pessoas para trabalhar são as que mais visualizam este futuro. Para os profissionais que recolocam pessoas no mercado de trabalho, o futuro profissional está em agregar conhecimento a uma atividade, independente de qual seja ela.

Agora, não basta mais se formar ou se profissionalizar em uma atividade específica. O profissional do futuro é aquele que agrega valores a uma profissão qualquer.

Este diferencial vem surgindo nos últimos quatro anos, quando as empresas começaram a valorizar mais o profissional especialista em uma área. "A profissão não vai mais ser única, a pessoa não vai ter mais uma só profissão", opina a diretora da Genesis Recursos Humanos, Regina Maura Pereira Torres.

Várias profissões novas nasceram dentro de antigas profissões. É o caso dos web designers, os profissionais que fazem página na Internet. Para Regina, a profissão de analista de sistemas, por exemplo, talvez não seja "para o futuro", mas as derivações que são criadas dentro deste ramo, como a criação de páginas na Internet, é o que mais está tendo espaço nos classificados de empregos ou nos trabalhos autônomos.

Sílvia Mello Barduzzi, proprietária da Barduzzi Recursos Humanos (BRH), afirma que esta fusão de conhecimentos que está sendo exigida dos profissionais é notada nos próprios anúncios de empregos. Apesar dos títulos serem os mesmos, os requisitos exigidos para as funções são sempre os diferenciais, que envolvem basicamente um conhecimento técnico específico e uma noção geral da área em que vai atuar e de mundo.

Registro em carteira, piso salarial e tempo indeterminado de trabalho são algumas das atuais características do trabalho que não devem sobreviver no futuro. Para Sílvia, apesar de ainda ser exigida, esta forma de trabalho está se esgotando cada dia mais.

Regina explica que o caminho do trabalho deve caminhar para a contratação de um serviço não mais do profissional, como sempre foi feito pelas empreiteiras. É a contratação uma pessoa para realizar determinada atividade em uma empresa por um tempo específico.

Áreas

Na opinião de Regina, o setor que deve mais crescer no futuro é o de serviços. Algumas das áreas que devem ganhar atenção no futuro são aquelas ligadas à tecnologia, ao turismo, à ecologia, aos recursos humanos e à biotecnologia.

A tecnologia, todos já sabem, é talvez a única característica em comum das diversas profissões em alta. Para Regina, a profissionalização em tecnologia não garante mais um emprego. O uso tecnológico em alguma atividade, sim, que realmente é o caminho do futuro.

Um exemplo da fusão de conhecimentos tem eco na ecologia, que está dentro de várias áreas profissionais, entre elas, a comunicação, a psicologia, a engenharia e até mesmo dentro da economia.

O cruzamento de áreas e de setores econômicos também está presente no turismo ecológico, uma atividade muito valorizada hoje em dia, e que é a somatória do turismo com a ecologia. Neste caso, o profissional pode ter tanto a formação em turismo quanto em ecologia.

Outro exemplo dado por Regina para a fusão de áreas e de conhecimento são a engenharia genética. "É um médico especializado em tecnologia", explica.

Outra atividade em crescimento, a das Organizações Não-Governamentais (ONGs) está se fortalecendo com o enfraquecimento do Estado e das entidades assistencialistas. Na opinião de Sílvia, talvez esta seja uma área que vá crescer mais e mais, sempre agregando conhecimento de jornalistas, ambientalistas, publicitários entre outros profissionais para o trabalho não-governamental.

Educação

Por este motivo, Regina afirma, a educação que vai preparar o novo profissional é a continuada, não a meramente técnica. Para a profissional de RH, a técnica

é importante para o conhecimento específico de determinada atividade, mas é o diferencial agregado que realmente tem feito a diferença nas contratações.

Regina afirma que as escolas profissionalizantes fornecem base para a atividade, não para as mudanças que possam ocorrer nesta profissão.

A ágil transmissão da informação tem proporcionado uma mudança muito rápida na maioria das áreas profissionais. Um bom exemplo disso são os contabilistas. Para Regina, um profissional de contabilidade afastado há cinco anos não é mais contabilista.

"Ele tem que passar por uma atualização, uma reciclagem para poder voltar ao mercado de trabalho", explica.

Um negócio sempre gera outro, e a busca pela constante atualização é o motivo do crescimento de cursos especializantes, profissionais e de faculdades em geral. Sílvia diz que o número de faculdades e de cursos de especialização (incluindo pós-graduação) começaram a surgir nos últimos anos e se fortalecem cada dia mais.

Toda a mudança de comportamento nas relações de trabalho está vindo para ficar e deve gerar, inclusive, novos focos de empregos e oportunidades. As profissionais de recursos humanos só dão um alerta para os oportunistas: tentar fazer o que está na moda não leva ao sucesso. "Faça o que você gosta, mas some valores na atividade que escolher", finaliza Regina.

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