Sindtran cola adesivos nos ônibus em protesto a falta de segurança
Sindtran cola adesivos em ônibus em protesto a falta de segurança
Texto: Andréia Alevato Ascari
O Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários
(Sindtran) colou adesivos em todos os ônibus, das três empresas que operam na cidade (Kuba, Tua e ECCB), de transporte coletivo, ontem, em protesto a falta de segurança, devido ao grande número de assaltos que vêm ocorrendo nos
últimos meses. As frases "Cadê a Polícia?" e "Cadê a nossa segurança" estavam estampadas nos adesivos. Três faixas, que foram colocadas em frente a Câmara Municipal e na Praça Dom Pedro, também tinham essas frases.
Segundo o presidente do Sindtran, Elias Pinheiro da Silva, colocar os adesivos nos ônibus foi uma maneira de protestar contra a Secretaria Estadual de Segurança Pública.
"A Secretaria de Segurança Pública não vem oferecendo a segurança que a sociedade precisa e Bauru não é exceção. E como, nesses últimos meses, os assaltos a ônibus tem sido uma constante, nós do Sindicato nos preocupamos com nossos representados e, é claro, com nossos usuários", disse Silva.
Ele explicou que a colocação dos adesivos foi um protesto que não touxe transtornos para os usuários de transporte coletivo.
Silva não descartou a possibilidade de uma paralisação, caso uma saída não seja encontrada para que o número de assaltos diminua.
"Já fizemos várias reuniões entre empresas, polícia e sindicato e não encontramos uma saída que seja convincente. Não podemos esperar que o pior aconteça com os motoristas, cobradores e passageiros. Vamos paralisar antes que isso aconteça, caso a polícia não tome medidas. Só a ronda que a polícia realiza não está funcionando", afirmou Silva.
O coronel Antônio Sérgio Marsolla afirmou que os policiais militares, tanto do Tático, da Cavalaria e do Grupo Especial de Policiamento Motorizado (Gepom), estão fazendo rondas diariamente, em pontos estratégicos da cidade para tentar coibir os assaltos. Segundo ele, a maior dificuldade encontrada é que o assalto demora a ser comunicado à polícia e que, na maioria das vezes, motoristas e cobradores não sabem descrever detalhes que são importantes para a identificação dos assaltantes.
"Se a comunicação do assalto for feita na hora e descrições com detalhes forem fornecidas, poderemos prender esses assaltantes com maior facilidade. O que acontece
é que os motoristas e cobradores demoram para comunicar o assalto e depois não sabem nem a cor da camisa do indivíduo. Isso dificulta o nosso trabalho", afirmou o coronel.
O Sindtran não definiu ainda a data para a paralisação dos ônibus.