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Suspensão de energia

Redação
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CPFL deixa prédios da Prefeitura sem luz

CPFL deixa prédios da Prefeitura sem luz

Dez prédios da Prefeitura ficaram sem energia elétrica durante parte do dia de ontem devido ao não pagamento de um débito que a administração municipal mantém com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Um acordo parcial garantiu a volta da iluminação, mas a situação criou um mal-estar entre a Secretaria de Finanças e a empresa.

A suspensão no fornecimento de energia elétrica atingiu o almoxarifado central, oficina, serraria, ginásios Darci César Improta e Isat Saab, e as regionais da Bela Vista, Parque São Geraldo, Redentor e Mary Dota. A assessoria de imprensa da CPFL apenas informou que o corte ocorreu devido

à falta de pagamento de débitos da Prefeitura com a empresa e que o forcecimento seria restabelecido ainda na tarde de ontem.

O secretário de Finanças, Raul Gomes Duarte, classificou a atitude da CPFL como "um ato arbitrário que chega a ser violento". O caso tem início em uma dívida da Prefeitura com a empresa, valor que chegou a R$ 1,6 milhão. O prefeito Nilson Costa quitou R$ 1 milhão e parcelou em duas vezes o restante.

A última parcela de R$ 300 mil e outros R$ 300 mil referentes ao consumo mensal de energia elétrica dos prédios pertencentes à Prefeitura deveriam, mas não foram pagos no mês passado conforme havia sido acordado. "Nós não conseguimos fazer esse pagamento, mas mantivemos contato com a CPFL", afirmou Raul Gomes Duarte.

O secretário diz que a empresa ameaçou interromper o fornecimento no final da tarde de anteontem, quando ele teria sinalizado que o pagamento seria realizado no dia seguinte. Mesmo assim, o corte foi feito na manhã de ontem. Segundo Gomes Duarte, a CPFL teria ameaçado estender o corte para outros prédios, como o pronto-socorro, caso não houvesse a quitação.

A Prefeitura pagou os R$ 300 mil referentes ao consumo mensal e deixou a última parcela da dívida para ser renegociada posteriormente. A intenção foi garantir o fornecimento de energia elétrica.

Na opinião do secretário, a atitude tomada pela empresa reflete a falta de bom senso. "Ficou também demonstrado que o monopólio com a iniciativa privada é pior que o monopólio estatal porque as empresas privatizadas visam o lucro em primeiro lugar e só depois é que vem a comunidade".

Raul Gomes Duarte disse ainda que a Prefeitura não pôde pagar o débito em dia por uma questão circunstancial, enquanto a CPFL não quita propositalmente os seus débitos com a administração municipal. O secretário se refere ao fato de a CPFL ter declarado que não vai pagar pelo uso do solo onde instala os postes na cidade, conforme determina lei municipal. (AA)

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