Moradores querem fim do ferro-velho
Moradores querem fim de ferro-velho
Moradores da Vila Independência querem que um ferro-velho situado na quadra 1 da rua João Batista de Almeida seja removido da região. Um incêndio que atingiu o local na madrugada de anteontem deve ser o novo ponto de partida dos moradores para reivindicar providências.
Famílias que residem em casas que fazem divisa com os fundos do ferro-velho dizem que já tentaram ficar livres do incômodo por várias vezes. Em uma delas, elaboraram um abaixo-assinado pedindo providências aos órgãos municipais, mas nada foi feito.
Agora, alguns moradores querem voltar a mobilização. A dona-de-casa Maria Tereza Colenzio, 43 anos, elaborou um boletim de ocorrência anteontem, depois que sua casa sofreu riscos de ser atingida pelo incêndio acontecido no ferro-velho.
"Tendo algum documento como esse, acredito que posso provar os inconvenientes de estar ao lado desse local", argumenta. Ela disse que houve dois incêndios no prazo de 60 dias.
"A gente corre risco de vida".
A dona-de-casa Maria de Lurdes Gonçalves, 66, acrescenta que os moradores não sofrem apenas com o perigo dos incêndios, mas também com o mau cheiro e a presença constante de ratos, mosquitos e outros insetos dentro de casa. "O cheiro
é de urina e também de cavalos que são usados para transportar os materiais".
Maria Tereza argumenta ainda que ela e os filhos adolescentes viveram horas de medo na madrugada de ontem, quando o fogo começou no barraco montado no ferro-velho e atingiu o muro da residência. Segundo ela, estilhaços de telhas e outros materiais caíram no quintal.
Ela e o filho precisaram jogar água nos muros e nas paredes externas da casa, que é de madeira. "Já que a Prefeitura dá autorização para que esses estabelecimento existam, que eles sejam, pelo menos, mais distantes das residências", argumenta.
História diferente
Para as pessoas que gerenciam o ferro-velho e moram no local, a história é diferente. Elas garantem que não há ratos e outros tipos de bicho no local porque é feito limpeza na área todo o final de tarde. Rubens Nunes, 42, diz que órgãos municipais visitam o local periodicamente para verificar a situação. No ferro-velho há papel, vidros, recipientes plásticos e todo tipo de objetos de ferro.
Ele garante que ficou tão surpreso quanto os vizinhos com os incêndios. No caso de anteontem, Nunes e Antonia Nunes Alves, 47, dizem que estavam dormindo e não tiveram tempo para apagar o fogo que se alastrou pela moradia. Apenas o barraco de madeira foi destruído, mas eles perderam roupas, móveis, os documentos pessoais, R$ 180,00 e tudo oque tinham no local.
(AA)